No terreno
O que levar para a China
A mala certa depende da época e da região. Há quatro coisas que ninguém se lembra e que fazem falta no segundo dia.
Calçado usado, adaptador universal, powerbank com capacidade impressa e um kit de papel. É isto que falta a quase todos.
Atualizado em 18 de outubro de 2026
Calçado já amaciado, adaptador universal, powerbank com capacidade impressa e um kit de papel. É isto que falta a quase toda a gente no segundo dia.
Roupa: camadas, sempre
A China tem amplitude térmica grande dentro do mesmo dia e entre regiões, e os edifícios aquecem mal no sul e muito bem no norte. A regra é vestir por camadas e levar uma peça impermeável leve.
Primavera e outono (as melhores épocas). 10 a 25 graus na maior parte do país. T-shirt, camisola de lã fina, casaco corta-vento e calças confortáveis. Para o norte em outubro, junte uma camada térmica leve.
Verão. 27 a 38 graus com humidade alta no leste e no sul. Roupa leve de fibras naturais, chapéu, óculos de sol e proteção solar. Levar roupa fresca mas discreta: em templos e bairros tradicionais, ombros à mostra cria constrangimento.
Inverno no norte. Menos 8 a menos 30 graus conforme a latitude. Casaco de penas impermeável, calças térmicas, luvas de duas camadas, gorro que tape as orelhas e botas com sola grossa e antiderrapante. Para Harbin fornecemos lista própria e apoio no aluguer local, que custa 200 a 300 yuans por dia e evita comprar equipamento que só se usa uma vez.
Destinos de altitude. Tibete e Shangri-La: noites abaixo de zero mesmo em julho. Casaco de penas leve e camadas.
Sapatos: o erro mais comum
É o item que decide o humor do dia. Caminha-se muito mais do que se imagina — entre 8 e 15 km por dia numa visita normal —, em escadas de pedra na Muralha, em pavimento irregular nos hutongs e em passadiços húmidos nos parques.
Leve um par já usado, de sola aderente, e um par de recurso. Nunca estree sapatos numa viagem à China. Para jantares e hotéis dispensa-se sapato formal: ninguém usa.
Eletrónica
- Adaptador universal, e não um adaptador por país.
- Powerbank até 100 Wh, com capacidade impressa, na bagagem de mão.
- Dois cabos e um carregador duplo; os cabos perdem-se nas gavetas dos hotéis.
- Cartão SIM ou eSIM instalado e testado antes do voo.
- Aplicações instaladas: WeChat, Alipay, Amap, Didi, Trip.com, Pleco. Instale em casa, onde a loja funciona sem restrições.
- VPN instalada antes de aterrar, duas de preferência.
- Ausculadores com fio para voos internos, onde as tomadas USB nem sempre funcionam.
Saúde e higiene
- Kit de papel: lenços, toalhitas e gel desinfetante. As casas de banho públicas não têm papel.
- Protetor solar e óculos — o índice UV no Tibete e no planalto é elevado.
- Repelente para o sul, sobretudo em julho e setembro.
- Máscara KN95 para dias de poluição ou para comboios muito cheios na época de constipações.
- Garrafa térmica reutilizável; água fervida há em todo o lado.
- Receita médica traduzida para qualquer medicamento controlado.
Documentos
Passaporte com validade superior a seis meses, fotocópia impressa guardada à parte, seguro de viagem impresso, reservas e itinerário em papel, contacto do escritório em Lisboa e do hotel em chinês. Guarde tudo numa pasta única que viaja consigo, nunca na bagagem de porão.
O que não vale a pena trazer
Toalha — todos os hotéis têm. Secador — há em todos os quartos. Roupa formal. Muitos livros — pesam e não se lêem com este ritmo. Máquina fotográfica para tudo — às vezes o telemóvel resolve melhor e não levanta suspeitas onde o equipamento não é permitido. Chá de casa — vai comprar chá melhor e mais barato. Drones — exigem autorização, estão proibidos em muitas zonas e são apreendidos nas fronteiras de várias províncias. Melhor deixá-los.
Regras de bagagem que apanham turistas
Nos voos internos chineses, o excesso de bagagem é cobrado com rigor e é caro. Leve uma mala até 23 kg e uma mala de cabine, e conte com limites de dimensão para a cabine nas companhias de baixo custo.
Nos comboios de alta velocidade não há limite de peso declarado, mas há porta-bagagens limitado: uma mala grande por pessoa e uma mochila resolvem; duas malas grandes por pessoa já é problema a bordo.
Nos circuitos que organizamos avisamos sempre com antecedência de quantas noites há em cada hotel e se alguma delas implica subir escadas com a mala — acontece nas casas de pátio de Pequim e nas pensões dentro dos parques. Assim ninguém leva uma mala de rodados para um sítio onde ela não entra.
Perguntas frequentes
Que tipo de tomada e voltagem tem a China?
220 volts e 50 hertz, como em Portugal, pelo que os carregadores funcionam sem transformador. As tomadas é que variam: há fichas tipo A e tipo I, e os hotéis internacionalizados costumam ter tomadas universais. Um adaptador universal resolve em qualquer situação e é mais prático do que um adaptador por tipo.
Posso levar powerbank no avião?
Pode, até 100 Wh (o equivalente a cerca de 27.000 mAh), mas nunca na bagagem de porão — tem de seguir na bagagem de mão e com a capacidade impressa visível no corpo da bateria. Sem essa marcação, as baterias são apreendidas no controlo de segurança.
Deixo espaço na mala para compras?
Deixe uma mala dobrável vazia dentro da principal. Volta sempre com mais do que foi, sobretudo se passar por Hangzhou, Chengdu ou pelas aldeias do Yunnan, e uma segunda mala custa mais em excesso de bagagem do que numa loja chinesa de malas.
Que medicamentos posso levar?
Os de uso pessoal, em quantidade razoável para a estadia, na embalagem original e com receita em inglês. Analgésicos comuns, anti-histamínicos, medicação para o estômago e para a constipação são tranquilos. Alguns opiáceos e psicotrópicos exigem autorização prévia; confirme antes com a embaixada.
Preciso de roupa formal ou muito conservadora?
Roupa apresentável para jantares de categoria, sim; formal, não. Para templos, mosteiros e mesquitas, roupa que cubra ombros e joelhos, e um lenço ou xaile resolve na maior parte dos casos. Cuidados redobrados em mesquitas e no Tibete.
Onde aplicar isto
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