Segurança e saúde

Saúde e cuidados médicos na China

Hospitais excelentes nas grandes cidades, água da torneira imprópria e um seguro de viagem que não é opcional.

Contrate um seguro de viagem com cobertura alta. Beba água engarrafada. E leve os seus medicamentos na embalagem original.

Atualizado em 18 de outubro de 2026

Contrate um seguro de viagem com cobertura alta, beba água engarrafada e leve os seus medicamentos na embalagem original. Todo o resto se resolve: os hospitais chineses são bons e baratos, e há farmácias em cada esquina.

Antes de partir

Consulta do viajante. Idealmente seis semanas antes, para ter tempo de fazer vacinas que exigem duas doses. Recomendam-se: hepatite A, febre tifoide, tétano e difteria em dia, e para estadias longas ou zonas rurais, encefalite japonesa e raiva. Quem chega de país de risco de febre amarela — é o caso de algumas rotas a partir do Brasil — tem de apresentar certificado internacional de vacinação.

Seguro de viagem. Não é opcional. Um internamento numa clínica internacional de Pequim custa facilmente 5.000 a 20.000 dólares, e uma evacuação médica para a Europa custa mais do que a viagem inteira. Exigimos sempre comprovativo de seguro com cobertura mínima de 100.000 dólares e assistência de repatriação.

Medicamentos. Traga-os na caixa original, com a receita médica traduzida para inglês. Alguns fármacos comuns na Europa — certos analgésicos opiáceos, alguns psicoativos e descongestionantes com pseudoefedrina em quantidade — têm restrições; confirme com a embaixada antes de viajar e leve apenas o necessário para o período da estadia.

Água, comida e sol

A água da torneira não é potável. Nos hotéis há termos de água fervida, que é o costume local e é de beber sem problema. Fora do hotel, água engarrafada — duas garrafas por dia por pessoa, custo irrelevante.

Regras que evitam quase todas as indisposições:

  • Coma onde há locais. Fila à porta é o melhor indicador de frescura.
  • Prefira o que é cozido na hora. Wok, vapor, espetos grelhados.
  • Evite crus em dias de calor. Saladas, fruta descascada à mão em bancas de rua.
  • Fruta que se descasca é segura: banana, tangerina, manga.
  • Lave as mãos antes das refeições; leve gel desinfetante para os dias de estrada.

Sol e calor. O verão do sul é húmido e pesado: 35 graus com 80% de humidade. Chapéu, água e descanso ao meio-dia resolvem a maior parte dos casos de mal-estar dos nossos clientes em julho e agosto.

Casas de banho

É o tema sobre o qual mais nos perguntam e merece ser dito sem pudor. As casas de banho públicas melhoraram muito, mas continuam a faltar papel e sabão em monumentos, estações e paragens de estrada. Levamos sempre um kit de bolso: lenços de papel, toalhitas e gel.

Há casas de banho de agachamento (turcas) por todo o lado e casas de banho com sanita ocidental nos hotéis, aeroportos, centros comerciais e comboios novos. Nos nossos itinerários planeamos paragens em hotéis e centros comerciais, não em casas de banho de beira de estrada.

Hospitais e farmácias

Nas grandes cidades há hospitais internacionais e clínicas privadas com médicos que falam inglês, em Pequim, Xangai, Guangzhou e Chengdu. São caros — é para isso que serve o seguro — mas evitam filas e funcionam com padrões ocidentais.

As farmácias abundam e vendem muitos antibióticos e anti-inflamatórios sem receita. Para coisas simples — uma dor de garganta, uma diarreia, uma alergia alimentar — uma ida à farmácia resolve em dez minutos, e o guia trata da tradução.

A medicina tradicional chinesa pode ser uma experiência interessante: acupuntura e massagem Tui Na são seguras e baratas, desde que em estabelecimentos reconhecidos que indiquemos.

Altitude e esforço

Em Lhasa (3.650 m), Shangri-La (3.200 m) e no corredor de Sichuan, o corpo precisa de tempo. Sintomas frequentes nas primeiras 48 horas: dor de cabeça, falta de ar ao subir escadas, sono irregular. As regras são chegar devagar, dormir uma noite a altitude média antes, beber dois litros de água por dia, não beber álcool à chegada e não fazer esforço no primeiro dia.

Nos grupos que acompanhamos levamos oxímetro de pulso e oxigénio portátil, e os guias estão treinados para reconhecer sinais de mal de altitude e descer imediatamente se for caso disso.

Se adoecer a meio do circuito

Acontece: migalha dental, diarreia, crise alérgica, torção num degrau da Muralha. O procedimento é simples porque nos acontece com frequência.

Avise o guia. Ele fala Português, percebe se é caso de farmácia, de clínica ou de hospital, e encurta o dia sem lhe pedir justificações. O itinerário é privado, pelo que recuperar uma manhã não implica perder visitas: reorganizamos a ordem e recupera-se o que ficou para trás nos dias seguintes. Nos dias em que não há nada a fazer, fica no hotel e vai a uma consulta; nós tratamos do agendamento, do pagamento e, quando é preciso, do contacto com a seguradora para autorização prévia.

O que pedimos em troca é apenas o número da apólice e a linha de assistência no primeiro contacto, para não perdermos uma manhã a procurá-los depois.

Contactos

110 polícia · 119 bombeiros · 120 ambulância · embaixada de Portugal em Pequim e consulados em Xangai e Macau. Os nossos clientes recebem um cartão plastificado com estes números, os dados do seguro e o contacto permanente do escritório em português.

Perguntas frequentes

Posso beber água da torneira na China?

Não. A água da torneira não é potável, mesmo nos hotéis, onde os quartos têm termos de água fervida precisamente por isso. Use água engarrafada, que se vende em todo o lado por 2 a 4 yuans, e evite gelo em bebidas em estabelecimentos pequenos.

Que vacinas são recomendadas?

As do plano nacional em dia, mais hepatite A, febre tifoide e, para estadias longas ou zonas rurais, encefalite japonesa e raiva. Consulte uma consulta do viajante seis semanas antes da partida. Não há vacina obrigatória para quem chega da Europa, salvo febre amarela para quem vem de país endémico.

Como funciona ir ao médico na China?

Nos hospitais públicos paga-se primeiro e aguarda-se muito tempo. As clínicas internacionais em Pequim, Xangai e Guangzhou atendem em inglês e cobram valores europeus, pelo que o seguro é indispensável. Os nossos guias acompanham e traduzem, e tratamos do contacto com a seguradora.

A comida de rua é segura?

É, com dois critérios: escolher bancas com fila de locais e comer o que foi cozinhado na hora à frente do cliente. Evite alimentos crus que ficaram expostos ao calor e saladas lavadas em água desconhecida.

E a poluição do ar?

Melhorou muito, mas há dias de PM2,5 elevado em inverno nas cidades do norte. Quem tem asma ou doença respiratória deve trazer medicação de resgate e acompanhar o índice local. Sugerimos máscaras KN95 para esses dias; para viagens normais não é necessário.

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