No terreno
Transportes dentro da China
A rede de alta velocidade é a melhor do mundo e resolve quase tudo. O resto resolve-se com um carro, não com transportes públicos.
Para percursos de 3 a 6 horas, o comboio ganha sempre ao avião. Para tudo o resto, um carro com motorista.
Atualizado em 18 de outubro de 2026
Para percursos de 3 a 6 horas, o comboio ganha sempre ao avião. Para tudo o resto — deslocações curtas, dias de estrada entre aldeias, visitas fora de horas —, um carro com motorista.
O comboio de alta velocidade
A China tem mais de 40.000 km de linha de alta velocidade, mais do que todo o resto do mundo junto, e comboios que circulam a 300–350 km/h com pontualidade medida em segundos. É a forma civilizada de viajar entre cidades.
Tempos de referência, porta a porta:
- Pequim–Xangai: 4h18 a 6h
- Pequim–Xi’an: 4h30 a 6h
- Xi’an–Chengdu: 3h a 4h
- Xangai–Hangzhou: 45 minutos a 1h
- Guilin–Guangzhou: 2h30
- Xangai–Suzhou: 30 minutos
Classes: segunda classe tem filas de cinco lugares e é perfeitamente aceitável; primeira classe tem quatro por fila, mais espaço entre filas e tomadas a funcionar; a classe executiva tem poltronas. Reservamos sempre primeira classe nos nossos circuitos, pela diferença de espaço para as bagagens e pelo silêncio.
A bagagem não tem limite rigoroso de peso no comboio — há prateleiras por cima dos lugares e espaço no fundo das carruagens — ao contrário dos voos internos, onde o excesso se paga caro.
Voos internos
Companhias como Air China, China Eastern e China Southern cobrem todas as rotas principais. Para percursos acima de seis horas compensa voar: é o caso de Xangai–Chengdu, Guangzhou–Xangai em certas alturas do dia e todas as ligações com Harbin, Urumqi, Kashgar e Lhasa.
Dois cuidados: compre com pelo menos um mês de antecedência, porque os voos internos encarecem muito perto da data, e conte com atrasos de 30 a 60 minutos em dias de nevoeiro ou trovoadas. Nos nossos itinerários nunca pomos uma visita importante num dia de voo matinal.
Dentro das cidades
Metro. Pequim, Xangai, Guangzhou, Chengdu, Xi’an e Shenzhen têm redes modernas, baratas (3 a 9 yuans por viagem) e sinalizadas em inglês. É a forma mais rápida de atravessar a cidade nas horas de ponta. Evite das 8h às 9h30 e das 18h às 19h30.
Táxi e Didi. O Didi é mais barato que o táxi, tem registo do percurso e evita discussões. O táxi de rua custa cerca de 12 a 15 yuans de bandeirada nas cidades grandes e continua a ser barato — o problema é a hora de ponta, em que se fica parado em trânsito sem taxímetro parar de contar.
Autocarro. Barato e omnipresente, mas inútil sem chinês: os nomes das paragens não estão em inglês na maior parte das cidades. Não o recomendamos a turistas.
Bicicleta partilhada. Em toda a cidade há bicicletas amarelas e azuis (Hello, Meituan, Qingju), desbloqueadas pelo Alipay ou WeChat. Funcionam a dois yuans a viagem. Excelentes para distâncias curtas, perigosas no trânsito chinês à primeira tentativa.
Carro com motorista: por que insistimos
Nos nossos circuitos privados usamos sempre viatura privada com motorista, e por três razões que não são de luxo mas de logística:
- Tempo. Um dia típico de visitas poupa entre sessenta e noventa minutos face aos transportes públicos, o que dá uma visita extra por dia.
- Horários. Os nossos programas começam às seis e meia da manhã por causa da luz e das multidões. Nenhum transporte público serve essas horas.
- Bagagem e pessoas. Com crianças, idosos ou equipamento fotográfico, a logística muda de figura.
Contratar carro e motorista de forma avulsa custa entre 600 e 1.000 yuans por dia nas cidades grandes, com condutor que não fala inglês. Contratado através de nós, faz parte do preço e vem com guia.
Conduzir na China
Não recomendamos, e para turistas não é possível fazê-lo legalmente sem carta de condução chinesa. Alugar com motorista é sempre o caminho.
Acessibilidade e pessoas com mobilidade reduzida
As estações novas de alta velocidade têm elevadores, rampas e casas de banho adaptadas, e é possível pedir assistência na bilheteira mediante apresentação do passaporte. Os comboios têm espaços próprios para cadeiras de rodas na primeira ou segunda carruagem. Peça esse lugar ao reservar, com dias de antecedência.
O metro está melhor adaptado do que se espera, com elevadores na maior parte das estações novas e portas de bilheteira largas, mas as ligações entre linhas implicam por vezes longas caminhadas. Nos nossos circuitos para viajantes com mobilidade reduzida usamos sempre carro com motorista e o guia acompanha até às portas de cada visita.
Quando tudo corre mal
Comboio perdido: apresente-se no balcão de atendimento da estação — há troca de bilhete para o comboio seguinte sem custo na maior parte dos casos, e os nossos guias tratam disso por si. Voo atrasado: contacte-nos; temos apoio telefónico permanente em português a reencaminhar transferes. É por isso que os nossos clientes viajam com o número do escritório à mão, e não com uma linha de apoio automática.
Perguntas frequentes
Como se compram bilhetes de comboio na China?
Pela aplicação 12306 (versão em inglês disponível) ou pela Trip.com, que é mais simples para estrangeiros e aceita cartão internacional. A compra é nominal: pede o número do passaporte. Reservamos sempre os bilhetes por si, em primeira classe, quando contrata o circuito.
Com que antecedência se esgotam os comboios?
Os bilhetes começam a vender-se cerca de 15 dias antes. Nas rotas muito procuradas — Pequim–Xangai, Xi'an–Chengdu — esgotam em horas, sobretudo em feriados. Reservamos no primeiro dia em que ficam disponíveis.
Quanto tempo antes do comboio devo estar na estação?
Conte com 45 a 60 minutos. A entrada faz-se com reconhecimento facial associado ao bilhete e o controlo de segurança é semelhante ao dos aeroportos. Para rotas com muita gente, as filas de segurança chegam aos 30 minutos.
Combina melhor comboio ou avião?
Até seis horas de viagem, o comboio ganha: vai-se ao centro, não há check-in nem espera de bagagem e os atrasos são raros. Acima de seis horas, ou em percursos sem linha direta — como Xi'an a Guilin —, o avião compensa.
Como se apanha um táxi sem saber chinês?
Com o Didi, a versão chinesa do Uber, que tem interface em inglês e aceita cartão estrangeiro. Nos táxis de rua, mostre o destino escrito em chinês; nunca diga o nome em português ou inglês. Nos nossos circuitos o carro está sempre à porta.
Onde aplicar isto
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