O que fazer · Hong Kong e Macau

o que fazer em Hong Kong e Macau

A península, a Taipa e Coloane, a ilha de Hong Kong e Kowloon: as zonas do destino e quanto tempo cada uma pede.

Ficha prática

Melhor época
out–dez · mar–abr
Noites sugeridas
3 noites
Região
Sul
Reserva obrigatória
Sem reserva obrigatória

O que fazer em Hong Kong e Macau começa por decidir quantas noites ficam de cada lado. São dois destinos diferentes apesar da hora de ferry que os separa, e a travessia come meio dia entre formalidades de saída, travessia e entrada. Esta página é a versão prática da nossa página de Hong Kong e Macau: reparte o destino por zonas, diz o que fazer em cada uma, quanto tempo pede e a que horas compensa lá estar.

As zonas de Macau e o que fazer em cada uma

A península, o centro histórico. As Ruínas de São Paulo são a fachada da igreja construída por jesuítas em 1602 e destruída por um incêndio em 1835: sobrou o pano de pedra esculpido com santos, anjos e caracteres chineses. Vai-se cedo, antes das 9h, porque a rua em frente depois disso é uma fila única. A partir daí desce-se a pé até ao Largo do Senado, praça portuguesa de calçada ondulada com edifícios cor de ocre e o Leal Senado, e entra-se na Rua da Felicidade, de portas verdes e varandas, que foi o bairro dos bordéis há cem anos. Meia manhã chega para este eixo.

A Fortaleza do Monte e o Farol. Sobe-se de elevador no interior da fortaleza e tem-se a vista da península inteira, apertada entre o delta do rio das Pérolas e o mar da China. É a melhor explicação geográfica de Macau e faz-se em quarenta minutos. Ao lado ficam as ruínas do muro da cidade e o templo de A-Má mais a sul, na encosta, que deu nome ao território.

A Taipa e Coloane. Do outro lado das pontes ficam as antigas aldeias de pescadores: casas do século XX, templos pequenos e pastelarias. Na Taipa, a rua antiga está hoje cheia de restaurantes e do comércio que a sustenta. Em Coloane, a aldeia converteu-se numa fila de restaurantes ao ar livre frente ao canal que separa Macau de Zhuai. É a zona onde se come melhor e onde o ritmo é mais lento: uma tarde inteira, com jantar.

Rua antiga da Taipa em Macau ao fim da tarde, fachadas coloridas
A Taipa era uma ilha de pescadores separada da península; hoje liga-se por três pontes. Continua a ser o sítio onde as famílias macaenses vão jantar ao fim de semana.

As zonas de Hong Kong e o que fazer em cada uma

A ilha, do lado de Central. É a Hong Kong dos escritórios e dos arranha-céus, com o funicular de 1888 a subir ao Victoria Peak. Uma nota prática: a fila do funicular passa facilmente dos 45 minutos ao fim da tarde; quando está assim, subimos de táxi pela estrada superior e descemos de funicular já sem fila. Em baixo, o Star Ferry atravessa a baía até Kowloon em dez minutos, por um bilhete que não paga um café — é a mesma vista dos cruzeiros da baía e continua a ser o melhor negócio da cidade.

Kowloon, do outro lado da água. Tsim Sha Tsui tem os museus e o passeio marginal com a vista inversa do skyline; Mong Kok tem a vida de rua mais densa da China, com mercados de rua e restaurantes abertos até tarde; e o mercado nocturno de Temple Street é o sítio para comer ao ar livre. O templo Wong Tai Sin, mais a norte, é o templo taoísta mais frequentado da cidade e vale uma manhã, sobretudo nos dias de consulta de sortes.

As ilhas e os arredores. Lantau, com o Grande Buda de Tian Tan e o mosteiro de Po Lin, chega-se de teleférico com cabine de chão de vidro e pede meio dia. Stanley, a sul da ilha de Hong Kong, tem mercado e praia e é uma boa meia tarde para quem já viu o centro.

Como repartir o dia

De manhã. O centro histórico de Macau antes das 9h, ou os templos de Hong Kong, que ganham com a luz e com os fiéis. A travessia entre os dois destinos faz-se de manhã, para não perder a tarde em formalidades.

À tarde. A Taipa e Coloane em Macau; os museus e os mercados em Hong Kong. É também a altura em que a chuva costuma aparecer no verão, com trovoadas curtas e fortes.

Ao fim da tarde e à noite. O ferry da baía ao pôr do sol, o Victoria Peak quando a fila cede, os restaurantes de Coloane ou os restaurantes de rua de Mong Kok. Hong Kong não fecha, e é a única cidade da China onde se pode chegar a um restaurante às 23h sem preparação.

O que fica mais longe

Zhuhai e o delta do rio das Pérolas. A partir de Macau atravessa-se a fronteira para Zhuhai em pouco tempo e é uma extensão natural para quem quer ver a China continental a partir daqui. Pede uma noite extra e uma logística de visto que tratamos caso a caso.

As ilhas de Hong Kong. Lamma e Cheung Chau são ilhas sem carros, com aldeias de pescadores e caminhos pedestres. Uma excelente segunda metade de dia para quem fica três noites.

Skyline da ilha de Hong Kong ao crepúsculo visto de Kowloon
A travessia de ferry entre Central e Tsim Sha Tsui demora dez minutos e custa poucos dólares de Hong Kong. É a fotografia que toda a gente quer tirar e é também, de longe, o transporte mais barato que a proporciona.

Quanto tempo dar a cada sítio

  • Centro histórico de Macau — meia manhã, a começar antes das 9h.
  • Fortaleza do Monte e Farol — quarenta minutos.
  • Taipa e Coloane — uma tarde inteira, com jantar.
  • Central e Victoria Peak — meio dia, com subida conforme a fila.
  • Kowloon e mercados — uma tarde e uma noite.
  • Templo Wong Tai Sin — uma hora e meia.
  • Lantau e o Grande Buda — meio dia.
  • Travessia Macau–Hong Kong — meio dia entre saída, ferry e entrada.

Como se circula entre as zonas

A península de Macau percorre-se a pé e de autocarro, e para a Taipa e Coloane há autocarro e táxi a preços baixos. Em Hong Kong, o metro é a rede mais eficiente da China, com sinalética bilingue, e o ferry público atravessa a baía por uma fração do preço de qualquer alternativa. Entre os dois destinos, ferry ou autocarro pela ponte, escolhidos conforme o estado do mar e as filas do dia.

Que ordem seguir

Começar por Macau e acabar em Hong Kong é o que funciona melhor: Macau tem menos escala e prepara o viajante para a densidade de Hong Kong, e não o contrário. Duas noites em Macau, com a península no primeiro dia e as ilhas no segundo, e uma ou duas noites em Hong Kong, com Central e Peak num dia e Kowloon no outro.

Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças

Com dois dias. Escolhe-se um destino. Macau para a história e a comida; Hong Kong para escala e vida de rua.

Com chuva. Museus de Tsim Sha Tsui, mercados cobertos e centros comerciais. O Victoria Peak com nevoeiro não vê nada.

Com crianças. O ferry, os teleféricos de Ngong Ping, os espetáculos de fonte à noite e as praias de Coloane. É um dos destinos da China mais fáceis de fazer em família, porque quase tudo tem transporte público direto e sinalética em inglês e em chinês.

Erros que custam meio dia

  • Tratar Macau como um bocado de dia a partir de Hong Kong. Dá para ver as Ruínas de São Paulo e pouco mais; a península e as ilhas pedem duas noites.
  • Ir às Ruínas de São Paulo depois das 9h. A rua em frente passa a ser uma fila única e a fotografia deixa de ser possível.
  • Apanhar o funicular do Peak às 18h. A fila passa facilmente dos 45 minutos. Subimos de táxi pela estrada superior e descemos de funicular já sem fila.
  • Atravessar de Macau para Hong Kong e contar com duas horas. Entre saída, ferry ou ponte e entrada, é meio dia.
  • Comer só nos cassinos. A comida macaense está nas tascas da Taipa e de Coloane, e é lá que a levamos a sério.

Como organizamos isto no terreno

Em Macau começamos a península antes das 9h, quando a rua das Ruínas ainda está vazia, e acabamos a manhã no Largo do Senado com tempo para entrar no Leal Senado. A tarde vai para a Taipa e Coloane, com jantar marcado numa das casas da comunidade macaense — é uma das coisas que organizamos e que não se consegue por acaso. Para a travessia, escolhemos ferry ou ponte conforme o mar e as filas do dia, e tratamos das formalidades com margem. Em Hong Kong, o metro resolve quase tudo e o ferry público atravessa a baía por uma fração do preço de qualquer alternativa; levamos os bilhetes preparados para que não se perca tempo em máquinas.

Como encaixar isto num circuito

Macau é o único sítio da China onde se chega e se ouve português na rua, e por isso é a entrada natural para quem vem de Portugal ou do Brasil. No nosso circuito Do Tejo ao Delta é o ponto de partida do percurso; nos circuitos de lua de mel entra pela combinação de cidade e ilha. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Hong Kong e Macau.

Perguntas frequentes

Quantos dias são precisos para o que há para fazer em Hong Kong e Macau?

Três noites é o mínimo razoável: duas em Macau, para a península e para as ilhas da Taipa e Coloane, e uma em Hong Kong, para a ilha e Kowloon. Quem só tem dois dias deve escolher um dos dois destinos e não tentar ver os dois a correr — a travessia come meio dia entre ferry, formalidades e deslocações.

Fica-se em Macau ou em Hong Kong?

Depende do que se procura. Macau tem a história portuguesa, a comida macaense e um ritmo que se percorre a pé; Hong Kong tem escala, verticalidade e a melhor vida de rua do sul da China. Dormir em Hong Kong e visitar Macau num dia dá para ver o centro histórico e fica a saber a pouco.

Como se vai de Macau a Hong Kong?

De ferry rápido, cerca de uma hora, ou de autocarro pela ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau. Preferimos o ferry do Terminal Marítimo da Taipa quando a ponte tem filas, e o autocarro quando o mar está agitado. Em ambos os casos há formalidades de saída e de entrada pelo meio.

Fala-se português em Macau?

Fala-se, mas menos do que se imagina. É língua oficial a par do chinês, ensinada em escolas e usada em serviços públicos e na comunidade macaense, que representa uma pequena percentagem da população. É uma das coisas que organizamos: conversas marcadas com a comunidade local.

O que fazer em Hong Kong num dia de chuva?

Os museus de Tsim Sha Tsui, os mercados cobertos de Mong Kok e os centros comerciais de Central, que são uma instituição local. O Peak em chuva com nevoeiro não se vê nada, e é o erro mais comum de quem só tem um dia.

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