O que fazer · Xi'an

o que fazer em Xi'an em 2 dias

Dentro da muralha, a sul e a leste: as zonas da cidade, quanto tempo cada uma pede e a ordem que evita filas.

Ficha prática

Melhor época
mar–mai · set–nov
Noites sugeridas
2 noites
Região
Centro
Reserva obrigatória
Exército de Terracota · Museu de História de Shaanxi

O que fazer em Xi’an em 2 dias resolve-se com uma decisão prévia: o Exército de Terracota fica fora da cidade e come uma manhã inteira, por isso tudo o que está dentro da muralha tem de caber no resto do tempo. A separação é geográfica e é o que ordena o roteiro. Esta página é a versão prática da nossa página de Xi’an: reparte o destino por zonas, diz quanto tempo cada uma pede e em que ordem se evitam as horas piores.

As zonas de Xi’an e o que fazer em cada uma

Dentro da muralha, o centro. É um retângulo perfeito de cerca de catorze quilómetros de perímetro, com doze metros de altura e largura suficiente para se andar de bicicleta em cima. Entramos pelo Portão Sul, Yongningmen, que é o mais restaurado e fica encostado ao bairro muçulmano. O passeio a pé ou de bicicleta faz-se em cerca de uma hora no troço sul, a parar nas torres de vigia; em dias de calor recomenda-se a última hora da tarde, quando a pedra arrefece e a luz fica rasante. À saída, a Torre do Sino e a Torre do Tambor marcam o cruzamento central e funcionam como ponto de referência para tudo o resto.

O bairro muçulmano, a noroeste do centro. A rua Bei Yuanmen é a face turística e atravessa-se sem cerimónia; o que interessa são as travessas Xiyangshi e Dapiyuan, onde as famílias hui vivem e comem. Ao lado fica a Grande Mesquita, com arquitetura chinesa, pátios de jardim e ainda em funcionamento — entra-se com respeito e fora das horas de oração. Conta-se com duas horas, mais se houver jantar pelo meio. É o único sítio da China onde se come pão desfeito à mão dentro de caldo de carneiro em frente a uma mesquita do século VIII.

A zona sul, com a pagode e os museus. A Grande Pagode do Ganso Selvagem, construída em 652 para guardar as escrituras trazidas da Índia pelo monge Xuanzang, sobe-se por dentro e está num recinto de jardim. Logo a norte fica a praça das fontes, que tem um espetáculo de água e luz ao início da noite no verão. A dois passos, o Museu de História de Shaanxi é gratuito mas de reserva nominal limitada — tratamos dela com dias de antecedência — e fecha à segunda-feira. É o melhor museu de província do país para perceber a sequência dinástica sem ler um livro. Para quem gosta de caligrafia, a Floresta de Estelas guarda séculos de pedras gravadas e fica dentro da muralha, na zona sudeste.

Passadiço sobre a muralha de Xi'an ao fim da tarde, lanternas vermelhas nos ameias
Entre outubro e março o troço norte fecha mais cedo e fica às escuras; é no sul que se caminha até mais tarde, com as lanternas acesas por cima do bairro muçulmano.

A zona leste, fora da cidade. Lintong, com o Exército de Terracota e as Termas de Huaqing, e mais além o monte Hua. É a zona que define os dois dias e que se trata em separado, abaixo.

Como repartir o dia

De manhã. O Exército de Terracota, sempre. Abre cedo e às 8h15 está-se à porta; a partir das 10h as filas dentro dos pavilhões tornam impossível aproximar-se da balaustrada, que é onde se veem os penteados, os bigodes e as armaduras diferentes de figura para figura. Seguem-se as Termas de Huaqing no caminho de volta, na encosta do monte Li, com os banhos imperiais da dinastia Tang: meia hora basta e justifica a paragem.

À tarde. A muralha, a Torre do Sino e o bairro muçulmano, que ganha vida quando a tarde cai. Em dias de muito calor, trocamos a muralha pelo museu de Shaanxi durante as horas de sol e deixamos a pedra para o fim do dia.

Ao fim da tarde e à noite. A pagode e a praça das fontes a sul, e o regresso ao bairro muçulmano para jantar. A zona de Qujiang, reconstruída à volta da pagode com arquitetura da dinastia Tang, enche-se de gente depois das 20h e é o passeio nocturno mais agradável da cidade.

O que fica fora da cidade

O Exército de Terracota, em Lintong. A cerca de uma hora de carro a leste. São quatro fossos cobertos por hangares e visitam-se por ordem: o Fosso 1, o maior, com a tropa principal; o Fosso 3, o posto de comando; o Fosso 2, deixado meio por escavar de propósito, para se ver como estava antes da escavação; e por fim o museu do local, com as duas carruagens de bronze a meia escala. Três horas no mínimo. Vai-se de carro com motorista, porque a logística de transportes públicos na hora de abertura não é fiável e porque no regresso ainda há Huaqing pelo caminho.

O monte Hua. A cerca de uma hora e meia para leste, é uma das cinco montanhas sagradas do taoísmo e tem passadiços de madeira pregados na rocha a pique. Pede um dia inteiro e uma terceira noite na cidade. Sobe-se de teleférico e os troços mais expostos fazem-se com arnês. Recomendamos a quem já tem perna para isso; não é passeio de família.

Soldados de terracota alinhados num fosso coberto, iluminação rasante
Cada figura tem traços próprios: o penteado, o bigode e a armadura variam de soldado para soldado. Aproximar-se da balaustrada é o que separa ver uma fotografia de ver o exército.

Quanto tempo dar a cada sítio

  • Exército de Terracota — três horas, de manhã, à abertura. Com menos do que isso perde-se o museu do local, que é onde estão as carruagens de bronze.
  • Termas de Huaqing — trinta a quarenta e cinco minutos, encaixadas no regresso de Lintong.
  • Muralha, troço sul — uma hora a pé, hora e meia de bicicleta com paragens nas torres. Ao fim da tarde.
  • Bairro muçulmano e Grande Mesquita — duas horas, ao fim da tarde ou depois do jantar.
  • Pagode do Ganso Selvagem e praça das fontes — hora e meia, entre o fim da tarde e a noite.
  • Museu de História de Shaanxi — duas horas, de preferência num dia de semana de manhã.
  • Floresta de Estelas — uma hora, para quem gosta de caligrafia e de pedra gravada.
  • Torre do Sino e Torre do Tambor — meia hora de passagem, vistas de fora ou do alto.
  • Monte Hua — um dia inteiro, com uma noite extra na cidade.

Somando, dois dias chegam com folga para o essencial e sem folga para tudo. É por isso que repetimos a mesma recomendação: quem puder, durma três noites.

Como se circula entre as zonas

O centro muralhado atravessa-se a pé sem dificuldade: da Torre do Sino ao Portão Sul são quinze minutos. Para a zona sul e para o museu, o metro resolve, e para Lintong e para o monte Hua o carro com motorista é a única opção que permite estar à porta à abertura. Nos nossos circuitos é assim que se faz, e a diferença não é o conforto: é a hora a que se chega.

Que ordem seguir

Primeiro dia: Exército de Terracota de manhã, Huaqing a seguir, almoço tardio e tarde livre na muralha ao fim do dia, com jantar no bairro muçulmano. Segundo dia: museu de Shaanxi de manhã, pagode e zona de Qujiang à tarde, fontes à noite. Esta ordem tem duas vantagens: põe o sítio que fecha mais cedo na primeira manhã, e deixa o bairro muçulmano para a altura em que está realmente vivo.

Quem chega a Xi’an numa segunda-feira deve inverter: o museu fecha nesse dia, por isso a pagode e o centro vão para a segunda-feira e o museu para terça.

Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças

Com um dia e meio. Terracota de manhã, muralha ao fim da tarde e bairro muçulmano à noite. Perde-se o museu, e é o sacrifício mais aceitável.

Com chuva. Museu de Shaanxi, Floresta de Estelas e pavilhões de Qujiang. A muralha fica para outra vez.

Com crianças. A muralha de bicicleta com paragens nas torres, as fontes da praça da pagode à noite e o forno de pão do bairro muçulmano, onde se vê o pão a sair. O Terracota também funciona, desde que se vá à abertura e se saia antes do calor da multidão.

Como encaixar isto num circuito

Xi’an é o segundo capítulo natural de uma primeira viagem, a três ou quatro horas de comboio de alta velocidade desde Pequim. Nos nossos Circuitos Essenciais entra com duas noites e o Terracota na primeira manhã; na Grande Travessia é a porta de entrada para o interior do país. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Xi’an.

Perguntas frequentes

Dois dias chegam para o que há para fazer em Xi'an?

Chegam para o essencial: um dia para o Exército de Terracota e as Termas de Huaqing, outro para a muralha, o centro muralhado e a pagode. Ficam de fora o Museu de História de Shaanxi com tempo para ler as vitrinas e o monte Hua, que pede uma terceira noite.

Vale a pena andar de bicicleta na muralha?

Vale, e é a melhor maneira de perceber a escala do retângulo. Aluga-se em cima, devolve-se em qualquer dos quatro portões principais e o troço sul faz-se em cerca de uma hora com paragens. A melhor hora é a última da tarde, quando a pedra fica dourada e o calor cede.

O bairro muçulmano visita-se de dia ou à noite?

Ao fim da tarde, para apanhar o mercado a funcionar, e outra vez depois das 20h, quando as travessas laterais se enchem de gente local a jantar. Ao meio-dia é uma rua de turistas com espetos na mão e pouco mais.

O que fazer em Xi'an com chuva?

O Museu de História de Shaanxi, a Floresta de Estelas e os pavilhões cobertos da zona de Qujiang. A muralha em chuva forte não compensa: o parapeito é pedra lisa, não há abrigo em cima e as bicicletas deixam de se alugar.

O Exército de Terracota fica longe da cidade?

Fica no distrito de Lintong, a cerca de uma hora de carro do centro. Não é uma ida de metro rápida nem uma paragem de meia hora: conta-se com três horas dentro do sítio arqueológico, mais as deslocações. É por isso que ocupa uma manhã inteira.

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