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Quanto custa comer na China

Do pequeno-almoço de rua ao pato laqueado: o que se paga realmente por pessoa e por dia, e os três sítios onde a comida é melhor e mais barata.

18 de outubro de 2026 · Equipa ChinaTravel.pt · comida · orçamento · dicas

Comer na China custa, para quem come bem e em sítios onde comem os chineses, entre 80 e 150 yuans por pessoa e por dia — qualquer coisa entre 11 e 20 euros. É menos do que a maioria das pessoas espera antes de aterrar, e mais do que se gasta em duas refeições, porque na China come-se três vezes bem e cada uma delas vale a pena.

Em dez dias de viagem, isso dá 1.000 a 1.800 yuans por pessoa só em refeições, cerca de 140 a 250 euros. Se for incluir refeições no orçamento, é este o número. Se preferir não pensar no assunto durante a viagem, os nossos itinerários trazem o pequeno-almoço do hotel e duas a três refeições marcadas, e deixamos o resto ao seu critério.

Banca de comida de rua em Xi'an ao anoitecer, com vapor a subir das panelas
Um jantar de rua em Xi'an sai por 40 a 80 yuans por pessoa; as bancas abrem depois das 17h e fecham tarde.

O pequeno-almoço: 8 a 15 yuans

É a refeição mais barata e a mais difícil de pedir sem saber o que se está a ver. Nas cidades do norte, é sopa de fideos, baozi recheados e leite de soja; no sul, arroz congee, wonton e pastéis de massa folhada.

Uma tigela de fideos em Chengdu custa 8 a 12 yuans. Dois baozi com um copo de leite de soja ficam por 6 a 10 yuans. Um jianbing — o crepe salgado que se faz na rua em menos de dois minutos — custa 5 a 9 yuans e é o melhor pequeno-almoço de rua do país.

O pequeno-almoço de hotel, quando é buffet, custa entre 60 e 150 yuans por pessoa nos hotéis de quatro estrelas. É caro para o que é. Recomendamos quase sempre sair à rua: não é só uma questão de preço, é onde a cidade está acordada às sete da manhã.

O almoço: 25 a 45 yuans

A refeição do meio-dia resolve-se melhor nos sítios de trabalho: casas de noodles, cantinas de bairro, e os andares de restauração dos centros comerciais, que na China são de uma qualidade muito superior à média europeia.

Uma taça de lamian puxado à mão, com carne, fica entre 20 e 35 yuans. Um prato de arroz com dois accompanhamentos, 25 a 40. Nos restaurantes de Sichuan das cidades grandes, um almoço com dois pratos para partilhar entre dois fica por 70 a 120 yuans no total.

É aqui que se poupa de verdade: o almoço na China é uma refeição rápida e barata, mesmo para quem come muito bem.

O jantar: 50 a 120 yuans, ou muito mais

O jantar é onde a dispersão de preços é grande, e é onde se decide o orçamento.

Restaurante de bairro, com três pratos para partilhar e cerveja: 60 a 100 yuans por pessoa. É o jantar que recomendamos na maioria das noites, e é o melhor.

Hotpot, em Chengdu ou Chongqing: 70 a 120 yuans por pessoa, incluindo carne, vegetais e molho. Vale cada cêntimo e é a refeição que os nossos clientes mais vezes repetem.

Pratos de comida regional chinesa servidos numa mesa redonda, ao jantar
Numa mesa redonda chinesa os pratos são sempre para partilhar; pede-se um por pessoa mais um, nunca um prato individual.

Pato laqueado de Pequim, o prato que toda a gente quer experimentar: entre 180 e 300 yuans pelo pato inteiro nas casas de bairro, e entre 260 e 400 nas mais conhecidas. Serve três a quatro pessoas, pelo que por cabeça fica entre 60 e 130 yuans. Reserve: as casas grandes têm fila de uma hora a partir das 18h.

Alta cozinha e restaurantes de hotel: 300 a 500 yuans por pessoa, facilmente. Não são melhores do que o hotpot a 90 yuans; são apenas mais formais.

Comida de rua ao jantar, em Xi’an ou Chengdu: 40 a 80 yuans por pessoa, e é das melhores refeições possíveis. As bancas abrem depois das 17h e fecham tarde.

Bebidas e os extras que se somam

  • Cerveja local, 500 ml: 8 a 15 yuans no restaurante, 4 a 6 no supermercado.
  • Água engarrafada: 2 a 4 yuans. Compre no supermercado, não no átrio do hotel.
  • Café de cadeia: 20 a 35 yuans. O café de especialidade nas cidades grandes já custa 30 a 45.
  • Chá numa casa de chá em Chengdu: 20 a 50 yuans por pessoa, e inclui ficar sentado horas. É o melhor negócio de toda a China.
  • Fruta na rua: 5 a 12 yuans por porção descascada na hora.

O que faz a conta subir sem se notar

Três coisas encarecem a comida sem que a pessoa se aperceba:

Comer dentro das atrações. Um restaurante dentro do Parque do Palácio de Verão ou na zona do Exército de Terracota cobra o dobro e cozinha pior. Saia do perímetro e coma a cinco minutos dali.

Pedir pratos individuais. A mesa chinesa é redonda e os pratos partilham-se. Quem pede um prato por cabeça paga 40% mais e come pior. A regra é um prato por pessoa mais um, e arroz ou fideos para fechar.

Não reservar. Os restaurantes com fila têm-na por um motivo. Reservar pelo WeChat — ou pedir-nos para reservar — transforma uma espera de sessenta minutos numa mesa à chegada.

Comer bem com pouco: onde vale a pena

A comida na China não é uniforme, e há sítios onde o rácio qualidade-preço é excecional.

O bairro muçulmano em Xi’an, ao anoitecer, é a melhor concentração de comida de rua do país: cordeiro em espeto, pão achatado, fideos puxados à mão. Junte-se às filas certas e vai comer muito bem por 50 yuans.

Chengdu é a cidade do hotpot e da comida picante, e é onde se come melhor por menos dinheiro em todo o país. Os nossos itinerários Rota dos Pandas passam por lá e têm sempre uma noite de hotpot marcada.

Guangzhou e o sul são o reino do dim sum, que se come ao pequeno-almoço e ao almoço e custa 30 a 60 yuans por pessoa com tudo incluído.

Para quem quer uma viagem construída à volta da mesa, existe um itinerário próprio. É a forma mais simples de não perder as refeições boas por falta de reserva.

Como pagar à mesa

A pergunta «aceitam cartão?» tem resposta curta na China: na maioria dos sítios, não. Fora dos hotéis de categoria alta e das grandes superfícies, o pagamento faz-se por código QR, e fazer-se por Alipay ou WeChat Pay.

Por isso, antes de falar de comida, convém resolver os pagamentos: ter o Alipay instalado e ligado a um cartão português muda a experiência de «difícil» para «trivial», e é uma tarefa de quinze minutos em casa.

Leve sempre 300 a 500 yuans em numerário como reserva. Não é o método principal, mas há bancas de rua e mercados onde ainda é o método único.

A conta final

Para duas pessoas, dez dias, comendo nos sítios certos e reservando duas ou três refeições mais especiais: 2.500 a 3.500 yuans no total, cerca de 350 a 500 euros. É menos do que se gasta numa semana de restaurantes em Lisboa, e inclui jantares que se vão lembrar para sempre.

É também o capítulo que mais varia conforme a forma como se organiza a viagem à China: num circuito privado, as refeições marcadas vêm incluídas e esta conta desce para metade.

Se quiser saber como isto se traduz no orçamento completo da viagem, temos o número fechado no nosso guia de orçamento, e o mesmo raciocínio aplicado a Xi’an no nosso roteiro da cidade.

Perguntas frequentes

Quanto se gasta em comida por dia na China?

Entre 80 e 150 yuans por pessoa e por dia para quem come bem e em sítios locais, o que dá 11 a 20 euros. Em restaurantes de hotel ou de alta cozinha, a conta sobe para 300 a 500 yuans por pessoa e por dia. Para dez dias, conte 1.000 a 1.800 yuans por pessoa em refeições.

Comer na rua é seguro?

É, com três regras: escolher onde há fila de locais, comer o que é cozinhado na hora e à frente de si, e evitar o que está exposto há horas. A comida de rua na China é cozinhada com muito calor, o que é justamente o que a torna segura.

Quanto custa um prato clássico como o pato laqueado?

O pato inteiro sai entre 180 e 300 yuans nos restaurantes de bairro e entre 260 e 400 nas casas conhecidas de Pequim, e serve três a quatro pessoas. Por pessoa, fica entre 60 e 130 yuans. Reserve mesa; as casas mais conhecidas têm fila de uma hora a partir das 18h.

Preciso de dinheiro vivo para comer?

Leve algum, mas o essencial é ter Alipay ou WeChat Pay a funcionar, porque a maioria dos restaurantes e quase toda a comida de rua já não recebem numerário de estrangeiros com naturalidade. Os detalhes estão no nosso guia de pagamentos.

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