Melhor época · Harbin

melhor época para visitar Harbin

Mês a mês: quando o gelo está no ponto, quando o rio Songhua ainda é estrada, porque razão abril e outubro são meses mortos e o que faz a cidade valer a pena no verão.

Ficha prática

Melhor época
dez–fev
Noites sugeridas
2 a 3 noites
Região
Nordeste
Reserva obrigatória
Festival Internacional de Gelo e Neve

A melhor época para visitar Harbin não se discute: a cidade existe como destino por causa do inverno. O frio do nordeste chinês, o rio Songhua gelado e as esculturas iluminadas do Festival de Gelo e Neve formam um conjunto que só acontece entre dezembro e fevereiro, e é nesse intervalo que se decide a viagem. O que este calendário acrescenta é o resto: há semanas dentro desse inverno que valem muito mais do que outras, há duas épocas mortas em que não vale a pena ir, e há um verão que faz de Harbin uma cidade agradável por motivos completamente diferentes. Esta página responde a «quando ir a Harbin» e complementa a página de Harbin.

O clima de Harbin, mês a mês

Inverno, de dezembro a fevereiro. A estação e o motivo. As temperaturas descem muito abaixo de zero durante semanas seguidas, com noites longas e escuras: por volta das 16h a luz já vai, o que não é um defeito, porque as esculturas só existem iluminadas. O rio Songhua gela de lado a lado e passa a ser atravessado a pé. Dentro das portas, o aquecimento é forte e a amplitude entre a rua e o interior é enorme; por isso se anda em camadas e não num casaco só. A neve está sempre presente, o que muda o som da cidade: passos abafados, motores baixos, vapor a sair de tudo.

Primavera, de março a maio. Março é a cauda da temporada: ainda há esculturas de pé nas primeiras semanas, mas entram em degelo e o recinto fecha. A seguir, abril e maio são a pior altura do ano para esta cidade. O gelo derrete, a neve suja acumula-se nas bermas, o rio abre e a paisagem fica parda durante semanas. Continua a fazer frio de manhã e à noite, mas não o suficiente para haver festival. É a época do degelo, e em Harbin o degelo não tem nada de bonito.

Verão, de junho a agosto. A surpresa. Harbin é, no verão, uma das cidades mais frescas e agradáveis do nordeste chinês, com dias compridos, calor moderado e tardes em que se está bem na rua. A Rua Central, as margens do rio e os bairros de arquitetura russa fazem-se a pé sem sofrimento. Não há gelo nenhum, e é preciso aceitar isso à partida.

Outono, de setembro a novembro. Setembro ainda é ameno e tem dias bonitos nas margens do rio. Outubro e novembro são a rampa de entrada no inverno: cai a folha, arrefece depressa e chega o frio antes de chegar a neve. É a segunda época morta do ano, e das duas a que desilude mais, porque a cidade já está fria e ainda não tem nada para mostrar.

A melhor altura para cada experiência

O Festival de Gelo e Neve tem as suas próprias datas: o recinto abre no final de dezembro, mas as esculturas grandes levam semanas a erguer, pelo que janeiro e o início de fevereiro são os meses em que o conjunto está completo e em que as estruturas se veem translúcidas com as luzes acesas a partir do fim da tarde. A Ilha do Sol, com as esculturas de neve, e o Palácio de Gelo e Neve são as duas visitas centrais, e ambas ganham com noite feita. A Rua Central e a catedral de Santa Sofia fazem-se em qualquer estação, e ganham com neve no chão, o que aponta outra vez para janeiro. As termas e o esqui nos arredores seguem a mesma época. O mercado noturno e as ruas de comida são a versão de verão da mesma cidade.

Catedral de Santa Sofia de Harbin iluminada à noite, neve na praça
As luzes acendem-se por volta das 16h30 no inverno. Em julho, o mesmo largo tem esplanadas até às dez da noite e nenhum gelo à vista: é outra cidade com os mesmos edifícios.

Feriados e picos de afluência

O pico de Harbin não é um feriado nacional, é o clímax da temporada. As semanas do Ano Novo Lunar coincidem frequentemente com janeiro ou fevereiro, e juntam ao frio e ao gelo o mais alto volume de visitantes internos do ano, com hotéis e voos ao preço máximo. A cidade recebe turismo interno em quantidade, pelo que os recintos do festival enchem ao fim da tarde e à noite: a resposta é entrar logo quando as luzes se acendem e reservar a noite para os bairros. Fora desse pico, dezembro e março são as semanas de menor afluência na temporada de gelo.

Quando não ir a Harbin

Abril, maio, outubro e novembro: são os meses em que a cidade não tem gelo, não tem festival e não tem verde, e em que continua a fazer frio. Não há nada a acontecer e o desconforto não é compensado. As semanas do Ano Novo Lunar são as outras a evitar, pelo volume de gente e pelos preços, sobretudo para quem não dispõe de reservas feitas com antecedência. O verão não é uma época a evitar: é uma época diferente, que só desilude quem não soube o que vinha buscar.

O que levar na mala, época a época

Para o inverno: roupa térmica em camadas, casaco impermeável com capuz, gorro que cubra as orelhas, luvas — de preferência duas, uma fina para fotografar e uma grossa por cima —, cachecol ou proteção de pescoço e calçado com sola grossa e piso, porque a calçada de paralelos da Rua Central fica lisa como vidro quando gela. Levam-se ainda protetor solar e óculos, porque a neve reflete, e uma segunda bateria para o telemóvel e para a câmara, que com frio descarregam a dobrar. Contam-se duas paragens em sítios quentes por tarde. Na primavera e no outono, impermeável e camadas, com a certeza de que não há nada para ver. No verão, roupa leve, à semelhança de qualquer cidade de clima ameno.

Esculturas de gelo iluminadas por dentro à noite no festival de Harbin
Em dezembro o recinto abre com as esculturas grandes ainda em obra; em janeiro o conjunto está completo. E é com as luzes acesas, a partir das 16h30, que o gelo fica translúcido.

O que o frio faz ao equipamento

O frio de Harbin não estraga a viagem, mas pune os descuidos. As baterias dos telemóveis e das câmaras descarregam-se muito mais depressa, e por isso se levam numa algibeira interior junto ao corpo e se traz sempre uma segunda bateria. O ecrã do telemóvel responde pior com luvas grossas, pelo que se usam luvas finas por baixo e se tira a de cima só no momento de fotografar. As objetivas embaciam ao entrar num sítio quente: deixa-se a máquina fechada no saco, dentro do casaco, até igualar a temperatura, e evita-se assim meia hora de vidro baço. A pele seca com rapidez, os lábios gretam e quem usa lentes de contacto sofre nas transições entre a rua e os interiores aquecidos. Levam-se batom, creme e soro fisiológico, e usa-se protetor solar, porque a neve reflete.

Como a época muda o plano do dia

No inverno, o dia de Harbin começa mais tarde do que nas outras cidades chinesas, por duas razões: a luz vai-se por volta das 16h e sair de madrugada não compensa. Sai-se a meio da manhã para a cidade e para os bairros, almoça-se em sítio quente e entra-se no recinto do festival quando as luzes se acendem, ao fim da tarde. Contam-se duas paragens em sítios quentes por tarde e planeiam-se as noites em vez de as improvisar: é depois de escurecer que a cidade se vê. No verão, o dia é o de qualquer cidade amena, com passeios longos na Rua Central, nas margens do rio e nas esplanadas até tarde. Nas épocas mortas, não há plano que valha a pena.

O calendário em quatro linhas

A melhor altura são a segunda metade de janeiro e o início de fevereiro: gelo completo, rio atravessado a pé, luzes acesas ao fim da tarde e a cidade em temporada. A segunda escolha são dezembro e as primeiras semanas de março, com menos gente e preços mais baixos, à custa de um conjunto ainda por terminar ou já em degelo. As semanas que pedem ponderação são as de junho a agosto, agradáveis mas sem gelo, e são as semanas do Ano Novo Lunar, com o pico de afluência. As épocas a evitar são abril, maio, outubro e novembro, os meses mortos em que não há nem festival, nem neve, nem razão para o frio.

Como encaixar a época certa num circuito

Harbin só entra num percurso quando a viagem é de inverno, e aí é o destino que a justifica toda. Na China no Inverno a cidade é o clímax do trajeto, com o nordeste a seguir, e janeiro é o mês em que o conjunto funciona: Pequim vazia, Muralha com neve e o gelo de Harbin no ponto. Na China Fotográfica entra como registro de luz e de arquitetura, e tanto o inverno como o verão dão bom resultado para razões opostas. Para a lista completa do destino, volte à página de Harbin.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para visitar Harbin?

A segunda metade de janeiro e o início de fevereiro. É quando as esculturas do Festival de Gelo e Neve estão completas, o rio Songhua está gelado o suficiente para se andar sobre ele e a cidade vive a sua temporada. As temperaturas são muito baixas, e esse é o preço: sem frio não há esta cidade.

Vale a pena ir em dezembro?

Vale, com uma ressalva. Em dezembro as temperaturas já são de inverno e o recinto do festival abre, mas as esculturas grandes ainda estão em construção e o aspeto do conjunto não é o de janeiro. Em contrapartida há menos gente e os hotéis estão mais baratos. É uma boa escolha para quem quer ver o princípio da temporada sem a afluência do pico.

Harbin no verão tem interesse?

Tem, e é uma das cidades mais frescas do país nessa altura. A arquitetura russa, a Rua Central, as margens do Songhua e as casas de chá fazem-se com prazer em julho, quando o resto da China está a ferver. O que não há é gelo: quem vem no verão vem pela cidade e pela frescura, não pelo motivo que a tornou famosa.

Há meses em que não vale a pena ir?

Há. Abril, maio e outubro são os meses mortos de Harbin: o gelo já derreteu ou ainda não gelou, a paisagem fica parda, não há festival nem neve, e continua a fazer frio. Entre novembro e o início de dezembro passa-se o mesmo, com o incómodo extra de a cidade já estar fria sem ter nada para mostrar.

Como se aguenta o frio de Harbin?

Com camadas e com disciplina. A cidade tem aquecimento forte em todos os espaços fechados, pelo que a regra é despir ao entrar e vestir ao sair. Contam-se duas entradas em sítios quentes por tarde — cafés, casas de chá, átrios de hotel — e é assim que se aguentam quatro horas fora em vez de duas. As baterias dos telemóveis e das câmaras descarregam-se depressa: levam-se numa algibeira interior e traz-se uma segunda bateria.

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