O que fazer · Harbin
o que fazer em Harbin
O festival de gelo, as esculturas de neve, o centro russo e as extensões de inverno: as zonas da cidade e quanto tempo cada uma pede.
Ficha prática
- Melhor época
- dez–fev
- Noites sugeridas
- 2 a 3 noites
- Região
- Nordeste
- Reserva obrigatória
- Festival Internacional de Gelo e Neve
O que fazer em Harbin é uma pergunta que muda de resposta conforme o mês. Entre o final de dezembro e o final de fevereiro, a cidade constrói uma segunda cidade inteira de gelo e neve; fora desse período, sobra uma capital industrial com um centro histórico russo notável. Esta página é a versão prática da nossa página de Harbin: reparte o destino por zonas, diz quanto tempo cada uma pede e a que horas compensa lá estar.
As zonas de Harbin e o que fazer em cada uma
A ilha do rio Songhua, com o Mundo do Gelo e da Neve. É o recinto principal e o equivalente a dezenas de campos de futebol, com réplicas a tamanho real de templos e palácios feitas de blocos de gelo do próprio rio, iluminadas por dentro por tubos de néon encravados no gelo. Vai-se depois das 16h30, quando as luzes acendem e o gelo fica translúcido; de dia é branco e sem graça. Conta-se com duas a três horas, com pausas em salas aquecidas pelo meio. É o bilhete mais caro da cidade para os padrões chineses e é também a única coisa assim no mundo a esta escala.
A ilha do Sol, com as esculturas de neve. Do outro lado do rio, é o segundo recinto e o que muita gente salta por engano. A neve compactada permite formas que o gelo não permite, e a luz do dia favorece estas esculturas ao contrário das outras: recomendamo-las de manhã ou ao início da tarde, e o gelo para o fim do dia. Duas horas.
O rio Songhua gelado. Ao longo das margens e em cima do próprio rio há escorregas de gelo, trenós puxados por huskies, piscinas escavadas no gelo para mergulho de inverno e bancas de comida quente. Não tem bilhete de entrada e é o sítio onde se vê a população local a divertir-se, o que é meio caminho andado para perceber o lugar. Uma hora, encaixada entre os dois recintos.
A Rua Central e o centro russo. A Zhongyang Dajie é uma calçada de paralelos de 1898 ladeada de edifícios russos — bancos, hotéis, lojas de pão e de gelado. Vende-se gelado na rua a menos 25 graus, e vende-se bem. Ao fim da tarde é o passeio mais agradável da cidade. Logo ali fica a Catedral de Santa Sofia, de tijolo e cúpula verde, construída em 1907 para os ferroviários russos: fica no meio de um quarteirão de betão, o que faz parte do encanto, e à noite tem iluminação cénica e música na praça, o que transforma uma visita de dez minutos num fim de tarde.
O Museu e o Parque Stalin. Pouco visitados, contam a ocupação japonesa e a indústria pesada que construiu a região. Meia hora, e uma boa escolha para a manhã seguinte ao festival, quando o corpo pede interior.
Como repartir o dia
De manhã. As esculturas de neve da ilha do Sol, que ganham com a luz do dia, e o centro russo a pé. É também a altura das extensões mais longas, para quem as faz.
À tarde. Preparação e interior: museu, mercado, ou simplesmente uma pausa antes da noite. O frio não é uma questão de coragem, é uma questão de gestão, e quem sai do hotel às 15h para estar ao ar livre até às 22h acaba por não ver nada.
Ao fim da tarde e à noite. O Mundo do Gelo e da Neve, com chegada antes do anoitecer para ver as luzes acenderem. Duas a três horas, com uma pausa pelo meio.
O que fica fora da cidade
Xuexiang, a aldeia da neve profunda. A cerca de cinco horas de estrada, tem casas de madeira com telhados de neve de um metro e é o destino de neve que se junta para quem tem mais dias. Pede uma noite no local. Não é uma ida de um dia: a estrada é longa e a aldeia só faz sentido ao amanhecer e à noite, com os telhados iluminados.
As estâncias de esqui. A cerca de três horas, com pistas para principiantes e intermédios e escola de esqui. É a extensão mais pedida por quem viaja com adolescentes e por quem quer neve para fazer alguma coisa, não só para ver.
Quanto tempo dar a cada sítio
- Mundo do Gelo e da Neve — duas a três horas, depois das 16h30.
- Esculturas de neve da ilha do Sol — duas horas, de dia.
- Rio gelado e margens — uma hora, encaixada entre os dois.
- Rua Central e Santa Sofia — uma a duas horas, ao fim da tarde.
- Museu e Parque Stalin — meia hora, em interior.
- Xuexiang — uma noite no local.
- Estância de esqui — um dia inteiro ou uma noite.
Como se circula entre as zonas
Os dois recintos e o centro ficam próximos e resolvem-se de carro em poucos minutos, o que é importante: a diferença entre sair do recinto e entrar num carro aquecido em cinco minutos ou em trinta é a diferença entre aproveitar a noite e passá-la a tremer. Nos nossos circuitos o carro está sempre à porta, e é por isso. Para Xuexiang e para as estâncias, a estrada é longa e faz-se com motorista habituado a neve.
Que ordem seguir
Primeiro dia: chegada, centro russo ao fim da tarde, Mundo do Gelo à noite. Segundo dia: ilha do Sol de manhã, rio gelado a meio do dia, descanso e Mundo do Gelo outra vez ao fim da tarde para ver o que ficou por ver. Terceiro dia: extensão ou regresso. Com esta ordem não se passa mais de três horas seguidas ao ar livre em nenhum dia, que é a regra que faz a viagem correr bem.
Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças
Com dois dias. O Mundo do Gelo numa noite e a ilha do Sol numa manhã, com o centro russo pelo meio. Ficam de fora as extensões.
Com temperaturas extremas. Abaixo de menos 25 graus encurtamos os blocos ao ar livre para uma hora e intercalamos interiores. Não é dramatismo: é o que permite voltar à noite e aproveitar.
Com crianças. Escorregas de gelo, trenós de huskies e pistas de esqui de iniciação. Fornecemos lista de equipamento e ajudamos a alugar casaco térmico, luvas e botas no local, o que evita trazer meia mala de roupa que só se usa três dias.
Erros que custam meio dia
- Ir ao Mundo do Gelo de dia. As esculturas são brancas e perdem quase todo o efeito; o recinto foi desenhado para ser visto de noite, com a luz dentro do gelo.
- Fazer o recinto e a ilha do Sol no mesmo bloco. São dois recintos com bilhetes diferentes e lógicas de luz diferentes. Um de dia, outro de noite.
- Contar com o telemóvel para fotografar. As baterias descarregam em minutos a menos 20 graus. Levam-se baterias sobresselentes guardadas junto ao corpo e aquecedores de mão nos bolsos.
- Chegar sem equipamento e contar com o hotel. Dá para alugar no local e ajudamos a fazê-lo, mas a primeira noite perde-se às compras.
- Marcar a viagem fora do festival. Sem as esculturas, Harbin é uma cidade industrial grande. Confirmamos sempre as datas antes de vender o circuito.
Como organizamos isto no terreno
Fornecemos lista de equipamento antes de partir e ajudamos a alugar casaco térmico, luvas e botas no local, o que evita trazer meia mala de roupa que só se usa três dias. O carro fica sempre à porta dos recintos: entre sair de uma escultura e entrar num carro aquecido em cinco minutos ou em trinta, vai a diferença entre aproveitar a noite e passá-la a tremer. Intercalamos interiores — museu, mercado, um café — pelo meio de cada tarde, e nunca planeamos mais de três horas seguidas ao ar livre. Para Xuexiang e para as estâncias, o motorista é habituado a neve e a partida é de manhã, para que a chegada não seja de noite fechada em estrada de montanha.
Como encaixar isto num circuito
Harbin é o destino que justifica uma viagem à China no inverno, e funciona melhor como capítulo final do que como entrada. Nos nossos circuitos de inverno é o ponto alto do percurso, com duas noites e as luzes do recinto principal; nos circuitos fotográficos entra pela luz baixa de janeiro. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Harbin.
Perguntas frequentes
Quantos dias são precisos para o que há para fazer em Harbin?
Duas noites chegam para o festival de gelo, as esculturas de neve da ilha do Sol e o centro russo da cidade. Três permitem encaixar uma extensão: Xuexiang, a cinco horas de estrada, ou uma estância de esqui. É o que recomendamos a quem já fez a viagem até ao nordeste.
A que horas se deve ir ao festival de gelo?
Depois das 16h30, quando as luzes acendem e o gelo fica translúcido. De dia as esculturas são brancas e perdem quase todo o efeito; é um recinto que foi desenhado para ser visto de noite. Chega-se antes do anoitecer para ver a mudança e fica-se duas a três horas.
Quanto tempo se aguenta ao ar livre?
Duas a três horas seguidas com equipamento completo. Depois entra-se num café ou numa sala aquecida. O festival faz-se de duas em duas horas, com pausas pelo meio, e é assim que o organizamos: não é uma questão de resistência, é uma questão de se conseguir aproveitar.
Vale a pena ir a Harbin fora da época do festival?
Para a paisagem de neve e o património russo da cidade, vale. Para as esculturas de gelo, não: sem elas Harbin é uma cidade industrial grande, e nesse caso recomendamos outro destino. O festival abre normalmente no final de dezembro e fecha no final de fevereiro.
O que fazer em Harbin com crianças?
Os escorregas de gelo do recinto principal, os trenós puxados por huskies no rio e as pistas de esqui para principiantes nas estâncias a três horas da cidade. O que se evita é estar mais de duas horas seguidas ao ar livre com frio extremo — organizamos sempre a manhã em duas metades com uma pausa pelo meio.