Melhor época · Lhasa
melhor época para visitar Lhasa
Mês a mês: a monção de verão que tapa o Everest, o inverno seco e vazio, as autorizações de entrada no Tibete e as duas janelas do ano em que o planalto se mostra limpo.
Ficha prática
- Melhor época
- mai–set
- Noites sugeridas
- 3 noites
- Região
- Tibete
- Reserva obrigatória
- Palácio do Potala · Mosteiro de Jokhang
A melhor época para visitar Lhasa é uma decisão que tem de passar por três filtros, e só um deles é meteorológico. O primeiro é a altitude: a cidade está a mais de três mil metros, e o corpo precisa de tempo. O segundo é o clima do planalto, dividido entre uma estação seca e uma estação de chuvas bem marcadas. O terceiro, e o menos previsível, é administrativo: a entrada no Tibete depende de uma autorização específica, tratada através de uma agência, que em certos períodos sofre suspensões. Esta página responde a «quando ir a Lhasa» e complementa a página de Lhasa.
O clima de Lhasa, mês a mês
Inverno, de novembro a março. Seco, soalheiro e frio. O planalto tibetano tem um sol forte que faz os dias agradáveis mesmo quando a temperatura está baixa, e a amplitude térmica entre o dia e a noite é grande: sai-se de manhã com casaco, ao meio-dia está-se em manga curta, ao fim da tarde volta o frio. Neva pouco na cidade, mas a neve nos passos de montanha pode fechar acessos às zonas mais altas. A vantagem desta estação é enorme: mosteiros vazios, peregrinos a chegar das aldeias como sempre chegaram, hotéis com preços baixos e o Potala com a luz mais limpa do ano.
Primavera, de abril e maio. A entrada da primavera é curta e muito boa. As temperaturas sobem, os vales ficam verdes e o céu mantém-se limpo antes da monção. É uma das duas janelas do ano. A ressalva é administrativa e não meteorológica: em certos anos, as autorizações de entrada no Tibete sofrem suspensões temporárias na entrada da primavera, pelo que o período deve ser confirmado antes de reservar.
Verão, de junho a agosto. A monção. A chuva cai sobretudo à noite e de madrugada, o que deixa os amanheceres tapados e as montanhas cobertas: quem vem por causa do Everest tem aqui a maior probabilidade de não ver nada. É também o pico do turismo interno, o que pressiona as autorizações, os alojamentos e as estradas, estas últimas sujeitas a água e a deslizamentos. Não é uma estação perigosa, é uma estação que dá menos pelo mesmo dinheiro.
Outono, de setembro a outubro. A melhor janela para a maioria das viagens. A monção retira-se, o ar fica seco, o céu limpo e as montanhas voltam a aparecer com nitidez. Setembro e o início de outubro são os meses em que se veem os picos e em que os mosteiros recuperam o ritmo habitual. A ressalva é a mesma de todo o país: a semana que começa a 1 de outubro é o pico de afluência do ano.
A melhor altura para cada experiência
O Potala e o Jokhang visitam-se em qualquer mês e ganham com céu limpo, o que aponta para o outono e para o inverno; no verão a chuva não impede a visita, mas tira a luz. O circuito do Barkhor faz-se de manhã, quando os peregrinos chegam das aldeias, e essa procissão acontece todo o ano; no inverno é mais intensa. Os debates de monges de Sera decorrem em pátio aberto a meio da tarde, sem dias marcados, e confirmam-se sempre na véspera. O Yamdrok e os lagos do planalto ganham com céu limpo e água alta, e o Everest com ar seco: setembro e outubro são os meses em que se avista. O comboio até Lhasa funciona em qualquer estação e é, por si só, uma experiência que depende pouco do tempo.
Feriados e picos de afluência
O Tibete tem dois picos, e o segundo é o menos óbvio. O primeiro é a semana do feriado nacional a partir de 1 de outubro, que coincide com a melhor altura do ano e junta visitantes de todo o país: os mosteiros enchem, os hotéis esgotam e as autorizações ficam sob pressão. O segundo é o verão, de julho a agosto, por causa das férias escolares e do turismo interno. Fora destas janelas, o inverno é a estação calma por excelência. E há um período que não se gere por reserva antecipada, gere-se por informação: as suspensões temporárias do processo de autorização, que em certos anos afetam a entrada da primavera.
Quando não ir a Lhasa
A semana do feriado nacional e as semanas de julho e agosto são as que desaconselhamos com mais clareza: juntam o pior tempo ou o pior volume de gente a um destino que exige papelada e que custa caro por dia. Os meses de inverno não estão nesta lista: são uma aposta diferente, com acessos de montanha condicionados, mas com a cidade no seu melhor silêncio. O que nunca recomendamos é reservar o início da primavera sem antes confirmar o estado das autorizações, e é por isso que tratamos esse ponto sempre antes de pedir qualquer pagamento.
O que levar na mala, época a época
Para o inverno, roupa em camadas, casaco quente, gorro e luvas para as manhãs e as noites, e calçado fechado. Para a primavera e o outono, camadas leves, casaco e corta-vento, porque a amplitude térmica do dia é grande em qualquer mês. Para o verão, impermeável dobrável e sapatos com sola que agarre a pedra molhada. Em todas as estações do ano, três coisas que o planalto exige: protetor solar e óculos escuros, porque a radiação é forte e não há sombra nas estradas; batom hidratante e água, porque o ar é seco; e tempo, porque a altitude não negocia. Leva-se ainda uma camada extra para as manhãs nos passos de montanha, mesmo em agosto.
A luz do planalto e as horas do dia
No planalto, a luz funciona de outra maneira. A radiação solar é forte, o céu tem menos filtro e as cores saem saturadas, o que explica por que razão os amanheceres e os fins de tarde valem tanto: das 7h30 às 9h e na última hora antes do anoitecer, a luz é rasante e os mosteiros e as encostas ganham relevo. A meio do dia, com o sol a pique, a fotografia fica plana e o contraste perde-se, e é por isso que as horas centrais se aproveitam para as visitas de interior, para as estradas e para o descanso. No inverno, o dia é mais curto e a luz baixa aparece mais cedo; no verão, o sol demora mais a deitar-se, mas a monção traz nuvem. Em qualquer mês, levam-se protetor solar e óculos escuros: no Tibete, a radiação não avisa.
Como a época muda o plano do dia
No outono e na primavera, as duas melhores épocas, o dia rende bastante: o Potala de manhã cedo, o circuito do Barkhor logo a seguir, o Jokhang e os mosteiros à tarde, e os debates no pátio de Sera a meio da tarde, quando acontecem. No inverno, o frio das manhãs atrasa tudo meia hora e as noites chegam cedo, pelo que se planeiam menos deslocações e se aproveitam os interiores dos mosteiros, que são quentes e cheios de luz lateral. No verão, com chuva noturna, os amanheceres saem tapados e as estradas merecem margem: contam-se atrasos e confirma-se o estado dos acessos na véspera. Nas duas épocas, a primeira noite em Lhasa não tem programa, e isso não se discute com a estação.
O calendário em quatro linhas
A melhor altura são maio e junho, e depois setembro: céu limpo, estradas abertas, montanhas visíveis e autorizações a tramitar com normalidade. Outubro começa bem e estraga-se com o feriado nacional logo na primeira semana, pelo que se aproveita sobretudo na primeira quinzena, fora das datas do feriado. A segunda escolha é o inverno, de novembro a março: cidade vazia, mosteiros em silêncio, preços baixos e sol forte, à custa de frio e de acessos de montanha condicionados. As semanas que pedem ponderação são as de julho e agosto, com chuva noturna, amanheceres tapados e afluência máxima. As que se evitam são a semana do feriado nacional e qualquer período em que as autorizações estejam suspensas.
Como encaixar a época certa num circuito
Lhasa é o destino mais sensível à data de todos os que trabalhamos, porque a papelada e o clima têm de coincidir. Na Grande Travessia o Tibete é o ponto alto do percurso, e setembro é o mês em que a viagem inteira compensa: ar seco, picos visíveis e estradas abertas. Na China Fotográfica a escolha recai sobre o inverno e o outono, quando a luz do planalto e o Barkhor ao amanhecer dão as melhores imagens. Para a lista completa do destino, volte à página de Lhasa.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor época para visitar Lhasa?
Maio e junho, e depois setembro. Nessas duas janelas a monção ainda não chegou ou já passou, o céu está limpo, as estradas dos passos de montanha estão abertas e as autorizações de viagem tramitam com normalidade. Para ver o Everest sem nuvem à frente, setembro e outubro são os meses mais seguros.
Vale a pena ir ao Tibete no inverno?
Vale para Lhasa e para o eixo dos mosteiros. Entre novembro e março a cidade tem menos visitantes, os hotéis praticam preços baixos e o sol do planalto mantém os dias claros, com o Potala e o Jokhang a funcionar em condições normais. As contrapartidas são o frio das manhãs e das noites e a possibilidade de neve fechar os passos de montanha que dão acesso às zonas mais altas.
O verão é a pior altura para ir a Lhasa?
É a altura da monção. Entre julho e agosto a chuva cai sobretudo de noite e de madrugada, amanhece tapado com frequência e as nuvens escondem as montanhas que se vêm ver. É também o pico de afluência interna e o período em que as autorizações e os alojamentos estão sob maior pressão. As estradas sofrem mais com água e com deslizamentos.
Há alturas em que não se consegue autorização para o Tibete?
Pode haver. A entrada de viajantes estrangeiros no Tibete depende de uma autorização específica, tratada através de uma agência, e em certos anos o processo sofre suspensões temporárias, em particular na entrada da primavera. Não é possível marcar essas datas com um ano de antecedência: confirmamos sempre o estado do processo antes de fechar qualquer reserva.
A altitude muda conforme a estação?
A altitude é a mesma, mas o esforço que o corpo faz não é. A mais de três mil metros, o frio das manhãs de inverno e o calor seco da primavera aumentam o desgaste, e a chuva da monção não ajuda. O que nunca muda é a regra: chegar, dormir uma noite sem programa e fazer as primeiras vinte e quatro horas com calma, em qualquer mês.