Melhor época · Pequim

melhor época para visitar Pequim

Mês a mês: quando o céu de Pequim está limpo, quando sopra o vento de areia e quando os pátios da Cidade Proibida deixam de caber. As semanas certas e as duas a evitar.

Ficha prática

Melhor época
abr–mai · set–out
Noites sugeridas
2 a 3 noites
Região
Norte
Reserva obrigatória
Cidade Proibida · Museu Nacional da China · Grande Muralha em Mutianyu

Escolher a melhor época para visitar Pequim é, antes de mais, escolher em que tipo de céu se quer ver a Cidade Proibida. A capital chinesa tem um clima continental de monção, com quatro estações bem marcadas e intervalos curtos de transição entre elas: passa-se do casaco de inverno à manga curta em poucas semanas. Os monumentos estão abertos todo o ano e a Muralha visita-se em janeiro como em julho; o que muda de forma radical é a qualidade da luz, a quantidade de gente nos pátios e a paciência que é precisa nas filas. Esta página responde a «quando ir a Pequim» com calendário na mão e complementa a página de Pequim, onde está o que fazer e onde dormir.

O clima de Pequim, mês a mês

Inverno, de dezembro a fevereiro. É a estação mais longa e a mais subestimada. Faz frio seco, com vento de noroeste que corta o rosto nas ruas largas, e os dias são curtos: por volta das 17h a luz já vai. Em contrapartida, é a época em que os monumentos ficam praticamente vazios e em que os hotéis praticam os preços mais baixos do ano. Depois de uma frente de vento norte o céu fica limpo e a luz lateral sobre os telhados amarelos é a melhor do ano. Há dias de nevoeiro seco, sobretudo em dezembro e janeiro, e quem é sensível à qualidade do ar deve consultar o índice local na véspera e adaptar o plano. A neve chega em quantidades modestas e derrete depressa; quando apanha os telhados dos hutongs, é a imagem mais procurada da cidade e a mais difícil de acertar.

Primavera, de março a maio. Março ainda é inverno: vento, ar seco e noites frias. Abril e maio são a verdadeira primavera, curta e muito agradável, com os jardins em flor — os lilases do Palácio de Verão, as peónias, as cerejeiras do Parque de Jingshan — e temperaturas que permitem andar a pé o dia inteiro. O reverso desta estação é o vento de noroeste, que em certos dias traz poeira em suspensão desde as estepes do interior. Não são semanas seguidas, são episódios de dois ou três dias, com visibilidade reduzida e ar desagradável; passam e a cidade volta ao normal. Quem vem em abril leva óculos de sol e lenço, e conta com a possibilidade de adiar a Muralha um dia à espera de céu limpo.

Verão, de junho a agosto. Quente e húmido, com tardes pesadas e trovoadas rápidas de fim de tarde que rebentam, alagam as ruas durante meia hora e deixam o ar lavado a seguir. É também a época das férias escolares chinesas, o que enche os monumentos mesmo nos dias em que os estrangeiros são poucos. Não é a nossa escolha para uma primeira viagem, mas não é uma estação a riscar: as manhãs ainda permitem Muralha, o Palácio de Verão ganha com o lago cheio e as noites nos hutongs são as mais vivas do ano. O que não se faz é o eixo central da Cidade Proibida ao meio-dia, com sol a pique e sem uma sombra.

Outono, de setembro a novembro. A melhor estação, e curta. Setembro traz ar seco, céu limpo e luz dourada sobre os telhados; outubro começa com as árvores a amarelecer. É a época em que se consegue ver a outra margem do lago Kunming e em que o eixo imperial se fotografa com o céu azul clássico. Novembro já é frio, com manhãs a pedir casaco e as primeiras noites abaixo de zero, mas mantém o céu limpo e as ruas vazias. A única coisa a vigiar nesta estação é o calendário: a semana que começa a 1 de outubro é o pico de afluência do ano.

A melhor altura para cada experiência

A Muralha pede manhã, em qualquer mês, e ganha com ar limpo: setembro e outubro são os meses em que se vê mais longe, março e abril os de maior risco de poeira. A Cidade Proibida ganha com luz lateral e temperaturas amenas, o que aponta para abril, maio, setembro e outubro; em janeiro visita-se de casaco e com os pátios vazios, o que tem o seu quê. Os hutongs e os lagos de Shichahai são experiências de fim de tarde e vivem melhor no verão, quando as famílias ficam na rua até tarde e há barcos na água. O Templo do Céu ao amanhecer é um espetáculo de exterior e perde-se com chuva ou frio de mais: abril, maio, setembro e outubro outra vez. O 798 e os museus são a resposta para qualquer dia mau, em qualquer estação.

Muralha da China num trecho de montanha ao amanhecer, névoa entre as torres
Em setembro e outubro a Muralha vê-se a perder de vista; em julho, com humidade, o mesmo trecho fecha-se em névoa. A diferença entre meses no mesmo miradouro é a diferença entre duas viagens.

Feriados e picos de afluência

Há dois períodos em que desaconselhamos a viagem a Pequim, e são os dois em que os hotéis e os voos ficam mais caros. O primeiro é a semana do feriado nacional, a partir de 1 de outubro: a cidade recebe milhões de visitantes internos, os lugares diários da Cidade Proibida esgotam com dias de antecedência e Mutianyu tem fila de autocarros desde a abertura. O segundo é o Ano Novo Lunar, entre o fim de janeiro e meados de fevereiro conforme o calendário, em que parte do comércio fecha e os preços disparam. A estes junta-se a primeira semana de maio, também feriada, e as férias escolares de julho e agosto, que não fecham nada mas enchem tudo. Se a viagem cair numa destas janelas, a resposta não é cancelar: é reservar com antecedência, entrar nos monumentos à abertura e usar as horas de ponta para museus, mercados e casas de chá.

Quando não ir a Pequim

Se há liberdade total de datas, as semanas a evitar são as do feriado de outubro e as do Ano Novo Lunar, pelo motivo óbvio do volume de gente. Depois vêm as semanas de calor húmido de julho e agosto, para quem não tolera bem humidade, e os dias de poeira de março e abril, para quem tem problemas respiratórios. O inverno profundo não desaconselhamos a ninguém: é frio e às vezes cinzento, mas a cidade funciona e os monumentos são nossos. O que nunca recomendamos é chegar a Pequim nos três dias a seguir a uma frente de poeira sem plano alternativo interior.

O que levar na mala, época a época

No inverno, roupa em camadas, casaco com corta-vento, gorro, luvas e calçado com sola grossa: o frio da capital é seco e suporta-se bem, desde que o vento não apanhe o pescoço. Na primavera, camadas leves, óculos de sol, lenço para o rosto nos dias de vento e um casaco para as manhãs. No verão, roupa leve de algodão ou linho, um corta-vento fino para as trovoadas e sapatos que não sofram com chuva: as ruas alagam-se e secam depressa. No outono, camadas outra vez, com casaco para as manhãs e manga curta para as tardes de sol. Em qualquer estação, protetor solar e batom hidratante: o ar da capital é seco quase todo o ano.

Muralha da China em Mutianyu ao amanhecer, névoa entre as montanhas
Em setembro, sair às 6h30 ainda dá a montanha em sombra e as torres desertas. Em julho a luz nasce mais cedo, mas vem com humidade: a mesma hora sai leitosa e o trecho fecha-se em névoa.

O calendário em quatro linhas

A melhor altura são as duas últimas semanas de setembro e as duas primeiras de outubro, até ao início do feriado: ar seco, céu limpo, luz baixa e monumentos ainda sem as multidões. A segunda escolha são abril e maio, com os jardins em flor e temperaturas amenas, à custa de algum vento e de episódios de poeira. As semanas que pedem ponderação são as de julho e agosto, com calor, humidade e férias escolares: fazem-se, mas com visitas interiores nas horas de sol forte. As datas a evitar são as do feriado nacional de outubro e as do Ano Novo Lunar, pelo volume de gente e pelos preços. O inverno fica fora desta ordem: é a escolha para quem prefere monumentos vazios a dias compridos.

Como encaixar a época certa num circuito

Pequim abre quase todas as viagens que desenhamos. Nos Circuitos Essenciais a cidade entra no início do percurso em qualquer altura do ano, mas rende muito mais em abril, maio, setembro ou outubro; na China no Inverno é exatamente o frio que se procura, com a Muralha e os templos vazios e a ida ao nordeste logo a seguir. Para a lista completa do destino, volte à página de Pequim.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para visitar Pequim?

As duas últimas semanas de setembro e as duas primeiras de outubro, até ao início da semana do feriado nacional. Nesse intervalo o calor do verão já passou, a humidade caiu, o céu fica limpo com frequência e o ar das montanhas a norte ainda não chegou frio. Logo a seguir vêm abril e maio, com temperaturas amenas e os jardins em flor, à custa de algum vento e de poeira em suspensão.

Pequim em julho e agosto é insuportável?

É quente e húmido, com trovoadas de fim de tarde que chegam de repente e limpam o ar a seguir. Não é a nossa escolha para uma primeira viagem, mas tem uma vantagem real: os hotéis baixam de preço e a cidade enche-se de vida de rua ao fim do dia. Quem vem nestes meses deve contar com visitas interiores nas horas de sol mais forte e reservar as manhãs para a Muralha.

Vale a pena ir a Pequim no inverno?

Vale para quem aceita frio seco e dias curtos. Entre dezembro e fevereiro os monumentos estão vazios, os preços são os mais baixos do ano e o céu de inverno costuma ser o mais limpo, sobretudo depois de uma frente de vento norte. Conta-se com nevoeiro seco em alguns dias e com a necessidade de roupa em camadas: casaco, gorro e luvas ficam na mala.

Que feriados devo evitar em Pequim?

A semana do feriado nacional, que começa a 1 de outubro, e os dias do Ano Novo Lunar, que caem entre o fim de janeiro e meados de fevereiro conforme o calendário. Nesses dois períodos a Cidade Proibida esgota os lugares diários com antecedência e a Muralha recebe filas de autocarros desde as 7h. Se não há alternativa, reserva-se tudo antes e planeiam-se as visitas principais para a primeira hora da manhã.

A primavera tem mesmo tempestades de areia?

Março e abril trazem dias de vento forte de noroeste, com poeira em suspensão que baixa a visibilidade e torna o ar desconfortável para quem tem problemas respiratórios. Não são semanas seguidas, são episódios de dois ou três dias, e passam. Quem vem nessa altura leva óculos de sol e um lenço, e conta com a possibilidade de adiar a Muralha um dia à espera de céu limpo.

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