Destinos

Pequim

A Muralha ao amanhecer, antes dos ônibus. A Cidade Proibida com tempo para olhar.

Ficha prática

Melhor época
abr–mai · set–out
Noites sugeridas
2 a 3 noites
Região
Norte
Reserva obrigatória
Cidade Proibida · Museu Nacional da China · Grande Muralha em Mutianyu

Pequim é a primeira cidade da maioria dos roteiros pela China, e a que mais decepciona quem visita em grupo. A diferença não está no que você vê, mas na hora em que vê: a mesma Muralha é um corredor de gente às 11h e um lugar quase vazio às 7h. Como somos uma agência de viagens com escritório na China e guias próprios, o nosso trabalho aqui é sobretudo acertar os horários.

Porque visitar

Pequim é onde você percebe que o turismo na China não é só paisagem. Foi capital de cinco dinastias e guarda, num raio de poucos quilômetros, o maior conjunto de arquitetura de madeira do mundo, templos imperiais ainda em funcionamento e bairros de casas com pátio onde as pessoas continuam vivendo como há cem anos. É também a cidade mais fácil do país para uma primeira abordagem: metrô moderno, sinalização bilíngue, hotéis de todas as faixas e trens de alta velocidade para Xi’an e Xangai.

Para quem planeja uma viagem à China, Pequim funciona como porta de entrada: chega-se de avião do exterior, passam-se três dias e segue-se de trem para o resto do percurso, sem precisar de nenhum voo interno. Está aqui o nó ferroviário onde se decide todo o resto do roteiro: Xi’an a quatro horas e meia, Xangai a pouco mais de quatro, Datong a duas.

Muralha da China em Mutianyu ao amanhecer, névoa entre as montanhas
Mutianyu às 7h10, com a bilheteria recém-aberta. É a única hora em que dá para fotografar o eixo das torres sem cabeças na frente.

O que ver e fazer

A Grande Muralha em Mutianyu. É o trecho restaurado mais próximo que tem teleférico e arvorismo de descida. Entramos às 7h, quando a bilheteria abre. Sobe-se de teleférico até a torre 14, caminha-se para leste até a torre 20 — cerca de uma hora, com subidas fortes — e desce-se de tobogã. Quem quiser mais pode ir a Jiankou, o trecho selvagem ao lado, só com guia de montanha.

A Cidade Proibida. Perto de mil edifícios num eixo de 900 metros. Abre às 8h30 e fecha às segundas-feiras. Entramos pelo Portão Meridiano, seguimos o eixo central até os jardins e saímos pelo norte. A maioria dos visitantes não sai do eixo central: dez minutos para leste ou para oeste e você fica sozinho em pátios inteiros.

O Parque de Jingshan. Colina artificial logo ao norte da Cidade Proibida. São dez minutos de subida a pé e você tem a vista clássica dos telhados amarelos. No pôr do sol é o melhor mirante da cidade e custa dois yuans.

Telhados do centro histórico de Pequim vistos de cima ao fim da tarde
Sair da Cidade Proibida pelo portão norte e subir ao Jingshan na mesma respiração evita uma hora de metrô: são quinhentos metros entre as duas portas.

O Templo do Céu. Vale pelas 6h30 da manhã, antes do trabalho: tai chi, coral, badminton e cartas debaixo dos ciprestes. O recinto abre às 6h, os monumentos centrais às 8h. Comprar só o ingresso do parque já dá para a vista.

Os hutongs de Dongcheng. Nanluoguxiang é a rua de lojas; nós evitamos. Preferimos Baochao, Wudaoying e as margens do lago Shichahai no fim da tarde, quando as famílias saem à rua.

Palácio de Verão e Templo dos Lamas. O primeiro para uma tarde inteira, com o lago Kunming e o Corredor Longo; o segundo no início da manhã, antes das 9h30, pela estátua de sândalo branco de 18 metros.

Como organizamos

Os grupos chegam à Cidade Proibida às 10h. Nós entramos às 8h30 pelo portão sul e saímos pelo norte para o Jingshan, evitando voltar atrás. A Muralha fica para o dia seguinte, no mesmo horário, para não haver duas madrugadas seguidas — ou então trocamos Mutianyu por Jinshanling, que fica duas horas e meia mais longe e compensa em tranquilidade.

Cuidamos das reservas nominais da Cidade Proibida, do Museu Nacional e da Muralha com pelo menos uma semana de antecedência, porque os ingressos esgotam rápido na alta temporada. Também reservamos o restaurante de pato laqueado: sem reserva, uma espera de uma hora e meia é normal às 19h. E ajustamos o primeiro dia — quem chega num voo noturno começa às 10h, nunca às 7h.

Quanto tempo ficar

Duas noites dão para a Cidade Proibida, o Jingshan, os hutongs e uma manhã na Muralha. É o mínimo e já obriga a escolher: fica de fora o Palácio de Verão ou o Templo do Céu.

Três noites é o que recomendamos numa primeira viagem à China. Dá para encaixar o Templo do Céu às 6h30, uma tarde inteira no Palácio de Verão sem correria e duas noites de jantares sentados em vez de refeições de vinte minutos entre visitas. É também a margem necessária para esperar pelo dia de céu limpo que a Muralha merece.

Quatro noites só se justificam com extensões: Datong e as grutas de Yungang a duas horas de trem, ou Jinshanling dormindo ao pé da Muralha. Quem vem sobretudo por Xi’an e Xangai costuma ceder um dia de Pequim e se arrepende.

Seja qual for a duração, conte que o primeiro dia começa às 10h — quem aterrissa de madrugada depois de um voo de Lisboa não sobe à Muralha nesse dia. Marcamos sempre a Muralha para o segundo dia, nunca para o da chegada.

Quando ir

Abril a maio. 12 a 28 graus, árvores em flor e pólen. É a melhor janela, com a ressalva das tempestades de areia de março e início de abril, que podem cortar a visibilidade no meio da manhã.

Junho a agosto. 26 a 36 graus, úmido, chuvas fortes em julho. A Muralha sem sombra é dura ao meio-dia. Só recomendamos para quem não tem alternativa de datas.

Setembro a outubro. 10 a 25 graus, céu limpo, a melhor luz do ano. Evitar a primeira semana de outubro, a Semana Dourada: chegam a entrar 20 mil visitantes por dia na Cidade Proibida.

Novembro a março. Menos 8 a 6 graus, dias curtos e secos. A Muralha com neve e sem ninguém é uma das melhores imagens do país. Fevereiro coincide frequentemente com o Ano Novo Lunar, com hotéis mais caros e reservas difíceis.

Onde ficar

Wangfujing e Dongcheng. Junto à Cidade Proibida, a dez minutos a pé. Prático, sem graça à noite.

Gulou e os hutongs. Nossa escolha para casais e para os nossos roteiros privados: casas com pátio convertidas em hotéis boutique de 10 a 20 quartos, com café da manhã no pátio. Há barulho de rua a considerar no fim de semana.

Sanlitun e Chaoyang. Zona de embaixadas e vida noturna, bons restaurantes, mais afastada dos monumentos.

Travessa de casas de pátio de Pequim ao entardecer, bicicletas encostadas ao muro
Os hotéis com pátio em Gulou ficam no fundo de becos onde o carro não entra: conte sempre com 150 a 200 metros a pé com a mala, de dia. À noite o guia espera na esquina.

Evitamos Yizhuang, Tongzhou e a zona sul do quarto anel: é barato, mas fica a uma hora de metrô de tudo o que interessa ver.

O que comer

O pato laqueado de Pequim é obrigatório. Para uma refeição com contexto histórico, o Quanjude, fundado em 1864; para a melhor carne e clientes locais, Siji Minfu ou Dadong, com reserva feita pelo nosso guia. É servido em três etapas: pele crocante com açúcar, fatias enroladas em panqueca com cebolinha, e sopa de osso.

Fora isso: zhajiangmian, o macarrão com pasta de feijão fermentado dos balcões de Gulou; pastéis de cebola no mercado de Donghuamen; espetinhos de cordeiro no bairro muçulmano de Niujie; e o café da manhã local de pães cozidos no vapor com leite de soja, nas barracas de rua de Dongsi.

Como chegar

Dois aeroportos. Capital (PEK), ao norte, ligado por metrô e pelo Airport Express, com táxi até Wangfujing em cerca de 45 minutos e 150 yuans. Daxing (PKX), ao sul, com o trem Daxing Airport Express até a estação de Caoqiao em 20 minutos.

De trem de alta velocidade: Xangai–Pequim em 4h18 a 6h e Xi’an–Pequim em 4h30 a 6h, com chegada a Pequim Sul ou a Pequim Oeste. Reservamos sempre primeira classe, com reserva de assento e espaço para bagagem junto à porta. Todos os nossos roteiros em Pequim incluem busca na chegada, seja no aeroporto ou na estação. O guia espera junto à catraca de saída das plataformas e não na praça da estação: nos horários de pico de Pequim Sul, a praça tem duas saídas idênticas em lados opostos do edifício.

O que a maioria das agências faz mal aqui

Chegar à Cidade Proibida às 10h. É a hora em que os ônibus despejam gente. A fila do Portão Meridiano passa facilmente dos 40 minutos e o eixo central vira um corredor. Nós entramos às 8h30, com ingresso nominal comprado sete dias antes.

Ir a Badaling. É o trecho mais perto e o mais fotografado, por isso é para onde vão os grupos de 40 pessoas. Sábado de manhã, a subida é feita com a mão no corrimão e o trânsito na rodovia começa às 6h. Mutianyu fica mais trinta minutos de estrada e Jinshanling mais duas horas; ambos valem a diferença.

Marcar pato laqueado para as 19h em Wangfujing sem reserva. Uma espera de uma hora e meia na porta é normal em outubro. Reservamos mesa, escolhemos a casa e avisamos que a pele é servida primeiro, com açúcar — quem não sabe pede no fim e ela chega fria.

Colocar a Muralha no mesmo dia da chegada. Quem vem de Lisboa aterrissa de madrugada. Combinar uma saída às 6h30 com um voo noturno transforma o dia mais esperado da viagem numa prova de resistência.

Fazer os hutongs de ônibus. Nanluoguxiang é uma rua de lojas com alto-falantes nas portas. Percorremos Baochao, Wudaoying e a margem do lago Shichahai a pé, no fim da tarde, que é quando a cidade sai à rua — e não há ingresso nem reserva envolvidos.

Fazemos todos os dias de Pequim com guia em português e carro privado; nenhum dos nossos roteiros na China inclui parada em lojas, oficinas de seda nem casas de chá comissionadas.

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Melhor época para visitar Pequim

O que fazer em Pequim em 3 dias

Como organizamos

01

Chegamos antes

Entramos nos monumentos antes dos ônibus de turismo. A Muralha às 7h, a Cidade Proibida às 8h30.

02

Guia em português

Um único guia do primeiro ao último dia, em português. Sem trocas de acompanhante entre cidades.

03

Reservas por nossa conta

Cuidamos das reservas nominais que exigem passaporte, incluindo as que esgotam na alta temporada.

Perguntas frequentes

É preciso reservar a Cidade Proibida com antecedência?

Sim. A entrada é nominal, exige o número do passaporte e os ingressos são liberados sete dias antes, à noite, no horário de Pequim. Em abril, maio, setembro e outubro esgotam no próprio dia. Nós cuidamos da reserva assim que o roteiro é confirmado.

Qual é o melhor trecho da Muralha para evitar multidões?

Mutianyu de madrugada ou Jinshanling num dia de semana. Badaling fica a uma hora da cidade e é para onde vão os grupos; no fim de semana não é recomendável. Em Mutianyu chegamos por volta das 7h, subimos de teleférico e descemos de tobogã.

Quantos dias são necessários para Pequim?

Dois dias cobrem o essencial. Três permitem ir à Muralha sem pressa, ver os hutongs a pé e ainda encaixar o Palácio de Verão ou o Templo do Céu ao amanhecer. Para uma primeira viagem à China recomendamos três noites.

Fala-se inglês em Pequim?

Nos hotéis internacionais, sim. Nos restaurantes de bairro, nos mercados e nos táxis, raramente. É uma das razões pelas quais os nossos roteiros privados na China incluem sempre guia em português.

Dá para visitar Pequim por conta própria, sem guia?

Dá, para os monumentos principais: o metrô é bilíngue e os ingressos se compram no aplicativo. Onde se perde tempo é no resto — reservas nominais com número de passaporte, esperas por táxi no horário de pico, restaurantes onde não há cardápio em inglês. É por isso que os nossos roteiros privados na China incluem sempre guia e carro.

Pequim é uma cidade cara?

Menos do que Lisboa para refeições e transportes. Um jantar de pato laqueado para dois fica entre 300 e 500 yuans; uma viagem de metrô custa 3 a 7 yuans. O que encarece são os hotéis cinco estrelas em Wangfujing.

Roteiros que incluem Pequim

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