Roteiros

China Gastronômica

Onze dias de Sichuan, Cantão e Xangai, do mercado ao wok, com quem cozinha.

Ficha prática

Dias
11
Noites
10
Para quem
Interessados em cozinha · viajantes repetentes
Preço por pessoa
US$ 3.600 a 4.800

Dia a dia

Onze dias entre Chengdu, Macau, Cantão e Xangai, seguindo as três grandes escolas da cozinha chinesa — Sichuan, cantonesa e a cozinha do Yangtzé — da banca do mercado ao restaurante com estrela.

A viagem começa onde a comida começa: no mercado. Em Chengdu entra-se num mercado de bairro às 7h, com o guia traduzindo o que os vendedores dizem, e só depois se vai para o wok. Não é um roteiro de restaurantes enfileirados uns nos outros; é uma leitura do país pela mesa, com três regiões que pensam a comida de maneiras opostas.

Em Sichuan, o sabor é construído sobre o contraste entre pimenta vermelha e pimenta de Sichuan — uma adormece, a outra arde. Na cozinha cantonesa, o ideal é o contrário: não disfarçar nada, provar quando estava vivo e cozinhar rápido. Em Xangai, manda o açúcar e o molho escuro, com ensopados longos. Passar de uma à outra em onze dias é o que dá sentido a esta viagem gastronômica à China; isoladas, nenhuma se entende bem.

O resto se resolve em detalhes que só se garantem com apoio no terreno: horários reais de abertura dos salões de dim sum, reservas que não se conseguem por telefone do Brasil, intolerâncias e alergias comunicadas por escrito em chinês antes de cada refeição. É uma viagem privada, a partir de duas pessoas, o que permite adiantar um almoço quando uma cozinha fecha naquela hora ou trocar uma visita por um mercado melhor naquele dia.

Como organizamos

Como agência de viagens para a China, cuidamos do que não se resolve à mesa: reservas nominais, travessias de fronteira entre Macau, Cantão e o continente, e os cardápios adaptados a restrições alimentares. Enviamos previamente a cada restaurante uma ficha em chinês com alergias e intolerâncias, e o guia confirma o cardápio antes de se pedir.

Em cada refeição servimos pelo menos um prato suave e se explica o que está na mesa antes de começar: uma mesa de Sichuan com hotpot tem sempre duas panelas, uma delas sem pimenta. Para vegetarianos e para quem evita glúten há solução nas três cidades, mas convém dizer no momento da reserva.

O preço inclui

  • Guia em português conhecedor de cozinha regional, do mercado à mesa
  • Motorista e veículo privado em todos os transfers, incluindo fronteiras Macau–Cantão
  • Dez noites em hotéis de quatro estrelas, com café da manhã
  • Voo interno Chengdu–Macau e trem de alta velocidade Cantão–Xangai
  • Todas as refeições assinaladas, incluindo dois jantares em restaurantes de autor com reserva garantida
  • Aulas de cozinha, visitas a mercados e degustações guiadas
  • Chip SIM de dados e suporte por telefone permanente em português
  • Ficha de alergias e restrições alimentares traduzida para o chinês e entregue em cada restaurante
  • Escolha diária de um prato suave por refeição, com o guia revendo o cardápio antes do pedido

O preço não inclui

  • Voos internacionais de e para a China
  • Visto da China continental e taxas consulares
  • Bebidas alcoólicas nas refeições e degustações de destilados opcionais
  • Gorjetas para guia e motorista (a critério; sugerimos US$ 10 a US$ 14 por pessoa e por dia)
  • Seguro de viagem e despesas pessoais
  1. 01Dia 1

    Chegada a Chengdu

    Tarde e noite. Busca no aeroporto e transfer para o hotel junto ao Taikoo Li. Primeira saída curta até uma casa de chá no Parque do Povo, para ver Chengdu à tarde sem programa. Refeição. Jantar de boas-vindas com mapo tofu e porco cozido duas vezes, numa casa fundada em 1862.

    Refeições: jantar.

  2. 02Dia 2

    Mercado e aula de cozinha em Sichuan

    Manhã. Mercado de bairro às 7h: peixe vivo, pimentas secando à porta, tofu feito na hora. Compras com o guia, que traduz o que os vendedores explicam.

    É de manhã que o mercado diz o que a cidade come: pilhas de pimentas secando, feijão preto fermentado em potes de barro, peixe vivo em tanques rasos e tofu feito naquela mesma madrugada. As compras da aula da tarde saem daqui.

    Banca de pimentas e especiarias num mercado de Chengdu, com os molhos de pimenta vermelha alinhados
    Banca de especiarias num mercado de bairro de Chengdu: pimentas secas, pasta de feijão fermentada e pimenta de Sichuan, a base de quase tudo o que se come na cidade.

    Tarde. Aula de cozinha: cada participante faz dois pratos no wok — um apimentado e um suave — e aprende a temperar com pasta de feijão e pimenta de Sichuan. Noite. Jantar com o que se cozinhou e degustação de chá verde de Sichuan para limpar a boca.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  3. 03Dia 3

    Hotpot e Sanxingdui

    Manhã. Museu de Sanxingdui, em Guanghan, a 20 minutos de trem: máscaras de bronze de 3.000 anos, de uma civilização sem registros escritos. Tarde. Volta, descanso, e visita às Vielas Largas e Estreitas para provar petiscos de rua: macarrão de amido, orelhas de coelho ao pimentão e bolinhos de arroz glutinoso. Noite. Jantar de hotpot de Sichuan, panelas de dois caldos separadas na mesa, com fatias finas de boi, tripa e cogumelos. É a refeição central do roteiro.

    Há uma regra no hotpot de Sichuan que interessa saber antes de sentar: você não bebe a sopa da panela apimentada, porque o caldo concentra o óleo e a pimenta ao longo da noite. Sirva-se da panela suave. O molho é feito na própria mesa, com alho, gergelim e óleo de pimenta; em Sichuan é costume juntar vinagre, o que corta a gordura.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  4. 04Dia 4

    Chengdu a Macau

    Manhã. Casa de chá Heming, no Parque do Povo, para o ritual do bule e das cadeiras de vime. Almoço de dandan mian. Tarde. Voo para Macau, cerca de duas horas e meia. Instalação na península. Noite. Primeiro jantar macaense: minchi, a carne moída com batata e ovo frito que é o prato de casa da comunidade.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  5. 05Dia 5

    Macau, a cozinha do encontro

    Manhã. Ruínas de São Paulo e Largo do Senado às 8h30. Degustação de pastéis de nata recém-saídos do forno nas confeitarias da Taipa. Tarde. Na Taipa, almoço de galinha à africana e bacalhau, dois pratos que vêm de Moçambique e de Portugal e que aqui se fazem há dois séculos. Noite. Jantar na Coloane Village, de frente para o canal, com pratos de porco assado e curry macaense. Conversa marcada com a comunidade local sempre que possível.

    A cozinha macaense não é cozinha portuguesa esquecida: é uma cozinha de encontro, feita com ingredientes que vieram da África, da Índia e de Malaca e que em Macau ganharam nome próprio. O minchi e a galinha à africana são os dois pratos de casa, e se entendem melhor quando alguém da comunidade os explica à mesa.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  6. 06Dia 6

    Cantão, o dim sum verdadeiro

    Manhã. Travessia para Cantão (Zhuhai ou balsa, conforme o trânsito na ponte). Instalação na cidade. Tarde. Primeira volta pelo bairro das Treze Feitorias e pela rua de comida mais antiga da cidade: tranças de porco assado penduradas à porta, pastéis de taro e sopa de ninho de andorinha. Noite. Jantar de frutos do mar no mercado, escolhidos vivos no balcão e cozinhados na hora, que é como os cantoneses avaliam o frescor — ou não avaliam.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  7. 07Dia 7

    Dim sum às 8h e Cha Chaan Teng

    Manhã. Dim sum num salão aberto às 8h, dos que ainda empurram carrinhos entre as mesas: siu mai, pastéis de camarão, rolinhos de arroz e pés de frango com molho de feijão preto.

    Os salões tradicionais abrem cedo e se agitam às oito: ao meio-dia já servem cardápios de escritório e aos domingos há fila na porta. É uma refeição para se fazer de manhã, no ritmo dos carrinhos que passam entre as mesas, e não no almoço.

    Torres de cestos de bambu de dim sum saindo do vapor, empilhadas numa cozinha cantonesa
    Cestos de bambu empilhados na saída do vapor, na cozinha de um salão de dim sum de Cantão. Cada cesto leva o número da mesa e sai quando está pronto.

    Tarde. Visita ao mercado de Qingping — ervas, raízes, insetos secos — e degustação de chá Pu’er numa casa com trinta anos. Noite. Jantar cantonês clássico: porco agridoce feito a sério, pato assado e legumes salteados no wok com o “sopro do wok” que só se consegue em fogo alto.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  8. 08Dia 8

    Cantão a Xangai

    Manhã. Tempo livre para mercados ou para a Ópera Cantonesa gravada. Transfer para a estação. Tarde. Trem de alta velocidade para Xangai, cerca de sete horas em primeira classe, com almoço servido a bordo pelo nosso guia. Noite. Chegada e primeiro passeio pelo Bund iluminado, com café ou digestivo numa varanda.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  9. 09Dia 9

    Xangai dos pastéis e do açúcar

    Manhã. Café da manhã de rua: shengjianbao, os pastéis fritos no fundo com caldo dentro, e chá de cevada. Tarde. Cozinha de Xangai a sério: barriga de porco ensopada em molho escuro, ou hongshao rou, num restaurante de bairro em Jing’an.

    É aqui que se nota que a China comercial se decidiu nesta cidade: a cozinha de Xangai é doce e escura, com molho de soja caramelizado e vinho de arroz, e convive lado a lado com a comida das regiões de onde vieram os seus moradores. Janta-se numa casa de bairro, em salas pequenas, com o cardápio escrito à mão.

    Mesa posta num pátio de um bairro antigo de Xangai, com pratos compartilhados ao centro
    Jantar de bairro em Xangai: mesa redonda, pratos compartilhados ao centro e um cardápio curto de cozinha da casa. É o tipo de lugar que não tem versão estrangeira do menu.

    Aula curta de pastéis de vapor (xiaolongbao) para quem quiser. Noite. Jantar de caranguejo peludo, entre setembro e novembro, servido com vinho de arroz quente.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  10. 10Dia 10

    Suzhou e o último jantar

    Manhã. Trem de 30 minutos para Suzhou e mercado da cidade velha. Almoço de peixe do lago Tai e camarões de água doce. Tarde. Volta a Xangai e ida ao Jardim de Yuyuan e à cidade velha, para provar os doces e a pasta de gergelim preto. Noite. Jantar de despedida, escolhido com o grupo na véspera: pode ser uma casa de autor de cozinha chinesa contemporânea ou um pátio de bairro com vinte anos.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  11. 11Dia 11

    Partida de Xangai

    Manhã. Última ida ao mercado das especiarias para compras de levar: pimentas, pasta de feijão, folhas de chá e panelas de barro. Transfer para o aeroporto três horas antes do voo.

    Refeições: café da manhã.

Três coisas que não se repetem

01

Mercado de Chengdu de manhã, com aula de cozinha à tarde

02

Dim sum em Cantão, num salão tradicional aberto às 8h

03

Jantar de bairro em Xangai, com pratos de origem regional

Preço

US$ 3.600 a 4.800

Por pessoa · 11 dias · 10 noites

Trecho terrestre na China, em quarto duplo, sem passagens internacionais. A partir de 2 viajantes.

O que está incluído

  • Transporte terrestre na China: trem de alta velocidade e voos internos indicados
  • Guia em português do primeiro ao último dia
  • Hotéis de 4 estrelas, em quarto duplo
  • Ingressos nos monumentos indicados no roteiro
  • Café da manhã diário

O que não está incluído

  • Voos internacionais de e para a China
  • Visto e taxas consulares
  • Refeições não indicadas no roteiro
  • Gorjetas e despesas pessoais

Perguntas frequentes

É preciso visto para a China continental?

Sim, para a parte feita no continente. Macau e Hong Kong não exigem visto a cidadãos brasileiros por estadias até 30 e 90 dias. Como este itinerário cruza fronteiras três vezes, cuidamos de tudo: confirmamos a nacionalidade, a validade do passaporte e preparamos a papelada do visto chinês com pelo menos um mês de antecedência.

Qual é o nível de esforço físico?

Baixo. Você caminha de duas a quatro horas por dia, quase tudo em cidade plana. Entre refeições há transfers de carro e o itinerário não inclui trekking. Recomenda-se chegar com apetite e espaço na mala para especiarias.

É apimentado demais?

Só se você quiser. Em cada refeição servimos pelo menos um prato suave e o guia explica o que está na mesa antes de você começar a comer. Em Sichuan sempre damos um caldo não apimentado no hotpot. Vegetarianos, intolerâncias ao glúten e alergias são comunicados aos restaurantes por escrito em chinês.

Há suplemento de quarto individual?

Sim. O preço indicado é por pessoa em quarto duplo compartilhado. O suplemento de quarto individual neste percurso fica entre US$ 590 e US$ 880, por incluir duas noites em Hong Kong, onde a hotelaria é cara. Quem viaja sozinho recebe orçamento próprio fechado antes da reserva.

É possível alterar ou adiar as datas?

É. Sem custo até 30 dias antes; entre 30 e 15 dias retêm-se depósitos de restaurantes com reserva garantida e de hotéis; abaixo de 15 dias aplicam-se as taxas de cada fornecedor. Adiar o roteiro, mantendo o mesmo programa, é sempre possível mediante diferença de preço da nova temporada.

Cidades do roteiro

Este roteiro é um ponto de partida

Não é um pacote fechado.

Podemos acrescentar dias, trocar cidades ou retirar etapas. Conte o que quer e o que não pode faltar.

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