Destinos
Xangai
Do Bund dos anos 1920 ao skyline de Pudong em quinze minutos a pé. E a melhor comida das três grandes cidades.
Ficha prática
- Melhor época
- mar–mai · out–dez
- Noites sugeridas
- 2 a 3 noites
- Região
- Leste
- Reserva obrigatória
- Torre de Xangai (mirante) · Museu de Xangai
Xangai é a cidade que o visitante menos espera encontrar na China: avenidas de plátanos plantadas por franceses em 1900, bancos neoclássicos na margem do rio e, do outro lado, a vinte anos de distância, as torres de vidro de Pudong. É o destino que fecha a maior parte dos nossos itinerários e o único onde se pode passar uma tarde inteira só comendo.
Porque visitar
Porque é a síntese de tudo o que mudou na China moderna. Em 1990 Pudong era terreno agrícola; hoje a Torre de Xangai tem 632 metros e é o segundo edifício mais alto do mundo. E porque o contraste acontece a pé: quinze minutos separam o relógio art déco do edifício da Alfândega do cais iluminado do outro lado do Huangpu.
Para quem vem pela primeira vez, Xangai é também onde a viagem à China acaba bem. É a cidade mais fácil de circular sem falar chinês, tem os restaurantes mais refinados do país, museus com reserva gratuita e trens de alta velocidade que põem Suzhou a trinta minutos e Hangzhou a uma hora. É ainda o melhor lugar para fechar contas com o país: percebe-se num passeio de meia hora pelo Bund por que razão a China é, ao mesmo tempo, uma potência de 2026 e uma cidade portuária de 1926.
O que ver e fazer
O Bund e o rio Huangpu. Um quilômetro e meio de cais e vinte e seis edifícios históricos iluminados todas as noites. A melhor vista do skyline de Pudong tira-se daqui, e não de dentro de uma torre. Ao amanhecer, das 6h às 7h, o cais tem mais praticantes de tai chi do que turistas, e a luz rasante ilumina a pedra de lado. As luzes apagam-se por volta das 22h no verão.
O Jardim de Yuyuan. A cidade velha tem quatrocentos anos, lagos de carpas, pavilhões de chá e um rochedo artificial do século XVI. Abre às 8h30; estar na porta às 8h20 faz toda a diferença porque o jardim é pequeno. O bazar ao redor é armadilhado de lojas; atravessa-se sem parar. É igualmente o melhor lugar para sair da cidade murada para o mercado de bairro logo ao norte, onde os xiaolongbao se comem de pé.
A Concessão Francesa e a Concessão Britânica. Ruas de plátanos em Xuhui e Jing’an: Wukang Road, Anfu Road, Ferguson Lane e o Edifício Wukang, com a sua forma de navio. É a Xangai dos cafés e das lojas independentes. Por nosso conselho, vai-se de manhã cedo, antes das filas para fotografar as fachadas.
Tianzifang e Xintiandi. O primeiro é um labirinto de vielas de casas térreas convertidas em ateliês — ir antes das 10h; Xintiandi é o equivalente requintado, para beber um copo no fim da tarde.
O Museu de Xangai. Gratuito, na Praça do Povo, com reserva feita por nós. É o museu de bronze mais completo da China e tem uma sala de cerâmica que se percorre devagar. Fecha às segundas-feiras.
Pudong e as torres. Três observatórios à escolha: a Torre de Xangai no piso 118, o World Financial Center no 100 e o Jin Mao no 88. A Torre de Xangai é a mais alta; o Jin Mao tem o melhor chão de vidro sobre o saguão. Combinamos a subida com a hora em que o sol começa a baixar, para se ver o dia e a noite num só ingresso.
Como organizamos
Dividimos sempre Xangai em dois blocos: cidade histórica num dia, Pudong e museus noutro, com as concessões a pé no fim da tarde, na hora em que a luz entra de lado nas ruas de plátanos.
Verificamos a visibilidade antes de comprar ingressos para qualquer mirante. Em dias de chuva ou nevoeiro, é dinheiro jogado fora, e dizemos isso ao viajante com franqueza — preferimos trocar o mirante por uma tarde no museu.
Reservamos restaurantes pelo menos dois dias antes para jantares fora da zona comum; as casas de xiaolongbao de bairro, essas vão-se por ordem de chegada e espera-se vinte minutos, fazendo fila como todo mundo.
Quanto tempo ficar
Duas noites resolvem Xangai: Bund e cidade velha num dia, Pudong e museu noutro, com as concessões a pé no fim da tarde. É o encaixe normal nos nossos roteiros privados de doze dias.
Três noites permitem acrescentar uma escapada: Suzhou e os seus jardins clássicos a trinta minutos de trem ou Hangzhou e o Lago Oeste a uma hora. Também permitem encaixar um museu pela manhã e Tianzifang antes das 10h, com tolerância para o caso de chover — e em junho chove.
Quatro noites fazem sentido sobretudo para quem viaja a negócios ou quer cozinha: só em Xangai há meia dúzia de restaurantes que justificam uma viagem por si próprios, e nenhum deles se visita num dia cheio de monumentos.
Se a viagem for curta, corta-se um dia de Xangai antes de cortar um dia de Pequim. Há mais coisas insubstituíveis em Pequim.
Quando ir
Março a maio. 10 a 24 graus, jardins em flor, melhor altura para estar na rua.
Junho. Chega a chuva das ameixas, o período úmido e cinzento em que chove semanas. É o pior mês do ano para visitar.
Julho e agosto. 27 a 38 graus, úmido, tufões ocasionais no final do verão. Ver a cidade é possível porque há ar condicionado em todo lugar.
Setembro a novembro. 15 a 28 graus, céu seco e limpo, a melhor época. Outubro tem as noites mais agradáveis para caminhar junto ao rio.
Dezembro a fevereiro. 1 a 10 graus, úmido, sem aquecimento forte nos edifícios antigos. Faz mais frio dentro de casa do que fora. É quando Xangai fica mais barata.
Onde ficar
Jing’an. Nossa escolha para casais e segunda visita: moderno, com restaurantes bons e duas linhas de metrô para todo lado.
Huangpu, junto ao Bund. Clássico, com vista para o skyline a partir de alguns quartos e à distância de uma caminhada do cais. Os hotéis históricos daqui têm salões art déco que valem a visita mesmo sem dormir lá.
Xuhui, na antiga concessão. A melhor escolha para quem quer ruas arborizadas e cafés. Hotéis boutique pequenos em villas restauradas.
Pudong e Lujiazui. Vistas altas e escritórios; à noite as ruas ficam desertas. Recomendamos apenas para viagens de negócios de poucos dias.
O que comer
Em Xangai se come melhor do que em Pequim e Xi’an. Começa-se pelos shengjianbao, os bolinhos fritos no fundo com sopa dentro e gergelim por cima; depois os xiaolongbao, os bolinhos cozidos no vapor com caldo que se bebe com cuidado — no outono há versão com ovas de caranguejo, única no país.
O prato da casa é o hongshao rou, barriga de porco estufada em molho escuro e doce, que se pede com arroz branco. Há também caranguejo peludo de setembro a novembro, enguias crocantes e peixe mandarim agridoce.
Os nossos endereços para clientes costumam ser: uma casa de shengjianbao de balcão para o café da manhã, um restaurante de cozinha de Xangai sala adentro para o almoço, e para os jantares, uma mesa reservada numa casa de xiaolongbao ou num restaurante de cozinha regional refinada, escolhida conforme o que o viajante quiser gastar.
Como chegar
Dois aeroportos. Pudong (PVG), internacional, com o trem maglev até a estação de Longyang Road em oito minutos a 430 km/h — o trem comercial mais rápido do mundo — ou metrô linha 2. Táxi até Jing’an em 50 a 70 minutos, cerca de 200 yuans.
Hongqiao (SHA), sobretudo voos internos, fica dentro da cidade: metrô ou táxi em 30 minutos. Repare que uma conexão internacional para nacional com escala em Pequim ou Guangzhou pode mudar de aeroporto: Pudong–Hongqiao leva uma hora de metrô.
De trem de alta velocidade: Pequim–Xangai em 4h18 a 6h, Suzhou em 30 minutos, Hangzhou em 1 hora. A estação de Xangai Hongqiao junta trem e metrô num só edifício — nas nossas chegadas, o guia está na saída da plataforma com o nome escrito, não na saída da estação.
O que a maioria das agências faz mal aqui
Comprar os mirantes com dias de antecedência. A Torre de Xangai custa cerca de 180 yuans e em dia de chuva vê-se uma parede branca. Verificamos a visibilidade na manhã do próprio dia e só depois compramos; quando não vale a pena, dizemos e propomos alternativa.
Colocar Xangai no fim do roteiro, no dia da partida. Quem voa à noite passa a última tarde fechado num ônibus a caminho do aeroporto. Reservamos sempre a última noite na cidade, com jantar marcado.
Levar grupos a Tianzifang à tarde. É um labirinto de vielas com duas portas: às 15h anda-se ombro com ombro. Antes das 10h está quase vazio e é outro lugar.
Trocar as concessões por um ônibus panorâmico. A Concessão Francesa se entende a pé, à sombra dos plátanos; de vidro fumê vê-se o trânsito. Fazemos Wukang, Anfu e Ferguson Lane a pé, com parada para café.
Servir xiaolongbao como entrada de grupo. Os bolinhos cozidos no vapor esfriam em três minutos e escaldam a língua; comem-se como refeição, aos cestos, e bebe-se primeiro o caldo com a colher. Reservamos mesa em casa de bairro e deixamos vir um cesto de cada vez.
Trabalhamos Xangai sempre em privado, dois a seis viajantes por carro, sem nenhuma parada comercial no programa.
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Como organizamos
01
Chegamos antes
Entramos nos monumentos antes dos ônibus de turismo. A Muralha às 7h, a Cidade Proibida às 8h30.
02
Guia em português
Um único guia do primeiro ao último dia, em português. Sem trocas de acompanhante entre cidades.
03
Reservas por nossa conta
Cuidamos das reservas nominais que exigem passaporte, incluindo as que esgotam na alta temporada.
Perguntas frequentes
Quantos dias dedicar a Xangai?
Dois dias chegam para o Bund, a cidade velha e Pudong. Três permitem uma ida a Suzhou ou Hangzhou com calma, ou um dia inteiro no museu e nas concessões a pé.
O Bund é melhor de manhã ou à noite?
Das duas formas, mas por razões diferentes. Às 6h da manhã o cais está cheio de gente praticando tai chi e não há turistas; depois das 19h os edifícios históricos acendem-se todos de uma vez. Às 21h há multidões — evitamos essa hora.
Vale a pena subir à Torre de Xangai?
Só em dias de boa visibilidade. Está a 546 metros e custa cerca de 180 yuans; com nevoeiro ou chuva não se vê nada. Verificamos a visibilidade na manhã do dia e só então compramos; quando está limpo, subir ao piso 118 vale bem o ingresso.
Xangai é uma cidade cara?
É a mais cara das três grandes cidades da China, sobretudo em hotelaria e restaurantes de autor. Ainda assim, comer bem na rua custa 30 a 60 yuans e o metrô raramente passa dos 8 yuans por viagem.
É preciso falar chinês para andar em Xangai?
Não. É a cidade onde o inglês funciona melhor na China continental. Nos nossos roteiros privados, porém, o guia em português continua fazendo diferença fora das zonas turísticas.
Roteiros que incluem Xangai
Falar com quem organiza
Quer Xangai em 2 a 3 noites ou de outra maneira?
Diga quantos são, quando querem ir e o que não pode faltar. Ajustamos o roteiro a partir daqui.
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