Roteiros

Grande Travessia pela Rota da Seda

Vinte dias de Xi'an a Kashgar e ao Tibete, pelo corredor que ligou a China ao Mediterrâneo.

Ficha prática

Dias
20
Noites
19
Para quem
Viajantes de profundidade · aposentados · segundas e terceiras viagens
Preço por pessoa
US$ 6.500 a 8.900

Dia a dia

Vinte dias para atravessar a China de leste a oeste pelo corredor de Gansu, a faixa de oásis entre o deserto de Gobi e as montanhas de Qilian que durante mil e quinhentos anos ligou Xi’an a Samarcanda, e daí ao Mediterrâneo. Termina no planalto tibetano.

A Rota da Seda nunca foi uma estrada: foi uma rede de trechos escolhidos conforme a água, a guerra e os impostos de cada época. É essa geografia que se percorre aqui, do ponto de onde saíam as caravanas até a última cidade antes do Pamir, com uma subida final ao Tibete que nenhum dos itinerários clássicos faz.

Vinte dias é o mínimo para esta travessia sem correr e é, para a maior parte de quem a faz, a viagem da vida. As etapas longas se fazem no corredor, onde a estrada é plana e a paisagem compensa; os voos internos ficam para os saltos inevitáveis entre Xinjiang e Qinghai, e as duas noites de altitude chegam sempre depois de dias de aclimatação. Os primeiros dias em Xiahe servem de aclimatação antes de Lhasa, o que evita a maior parte dos problemas de altitude.

Para quem nos procura como agência de viagens para a China depois de uma primeira viagem à China pelas cidades do leste, este é o roteiro seguinte evidente: é o país das minorias, do budismo tibetano, do islã uigur e das cidades-oásis que durante séculos viveram do comércio de seda, papel, chá e cavalos.

O preço inclui

  • Guia em português durante todo o percurso e guias locais especializados em budismo e arte rupestre
  • Motorista e veículo privado em todas as etapas terrestres, incluindo as estradas longas do corredor
  • Dezenove noites de hospedagem: hotéis de quatro estrelas onde existem, melhor disponível nas restantes
  • Voos internos Xi’an–Dunhuang, Dunhuang–Urumqi e Kashgar–Xining, e trem Xining–Lhasa
  • Entradas em todos os monumentos, incluindo cavernas especiais de Mogao, mediante reserva
  • Autorização de viagem para o Tibete e o processo correspondente
  • Quinze refeições além dos cafés da manhã e suporte por telefone permanente em português
  • Guias locais especializados em arte rupestre em Mogao e em budismo tibetano nas etapas do planalto
  • Processo de autorização de viagem para o Tibete resolvido com pelo menos 20 dias de antecedência

O preço não inclui

  • Voos internacionais de e para a China
  • Visto chinês e autorização do Tibete cobrados à parte em termos de taxas consulares
  • Refeições não indicadas e bebidas alcoólicas
  • Gorjetas para guias e motoristas (a critério; sugerimos US$ 10 a US$ 14 por pessoa e por dia)
  • Seguro de viagem, despesas pessoais e atividades opcionais
  1. 01Dia 1

    Chegada a Xi’an

    Tarde e noite. Busca no aeroporto e transfer para o hotel dentro das muralhas. Entrega de documentação, chip SIM e apresentação do percurso. Refeição. Jantar de yangrou paomo no bairro muçulmano.

    Refeições: jantar.

  2. 02Dia 2

    Xi’an, o ponto de partida

    Manhã. Exército de Terracota às 8h30, na abertura, com o guia do sítio arqueológico. Tarde. Grande Pagode do Ganso Selvagem e Museu de História de Shaanxi, onde se vê a capital de onde saíam as caravanas. Noite. Subida à muralha de Xi’an no pôr do sol, de bicicleta.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  3. 03Dia 3

    Xi’an a Lanzhou

    Manhã. Templo da Grande Mesquita e mercados matinais do bairro muçulmano, ainda hoje o coração da comunidade hui. Tarde. Trem de alta velocidade para Lanzhou, cerca de três horas. Primeira vista do rio Amarelo. Noite. Jantar de macarrão de Lanzhou: o lamian esticado à mão, com caldo de carne e coentro.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  4. 04Dia 4

    Lanzhou a Xiahe, no planalto tibetano

    Manhã. Museu Provincial de Gansu e o buda dorminhoco num mosteiro de encosta. Tarde. Estrada para Xiahe, cinco horas subindo para os 2.900 metros, com a paisagem mudando de terra amarela para prado. Noite. Chegada a Xiahe, instalação e descanso: a altitude começa aqui.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  5. 05Dia 5

    Labrang e os mosteiros de Gansu

    Manhã. Mosteiro de Labrang às 7h, quando os monges saem das celas para a oração. É um dos seis grandes mosteiros do budismo tibetano. Tarde. Circuito de peregrinação em volta do mosteiro, três quilômetros com moinhos de oração, feito com os peregrinos. Noite. Jantar de momos e chá com manteiga de yak.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  6. 06Dia 6

    Volta a Lanzhou e trem noturno para Dunhuang

    Manhã. Última volta ao Labrang e estrada de volta, cinco horas. Tarde. Lanzhou: margem do rio Amarelo e tempo livre antes do trem. Noite. Trem-leito para Dunhuang, com cabine para quatro reservada. Alternativa de voo no dia seguinte, conforme a temporada.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  7. 07Dia 7

    Dunhuang e as dunas cantantes

    Manhã. Chegada e instalação no oásis. Manhã livre para recuperar do trem. Tarde. Às 17h30, quando o calor cede, subida às dunas de Mingsha Shan e passeio de camelo até o lago do Crescente.

    As dunas cantantes devem o nome ao som que a areia faz ao deslizar pela encosta. Sobe-se no fim da tarde, quando a temperatura cede e a luz rasante desenha a aresta das dunas, e dorme-se no oásis a poucos minutos dali.

    Aresta de uma duna do deserto em Mingsha Shan, com a areia desenhada pelo vento e Dunhuang ao longe
    Aresta de areia nas dunas de Mingsha Shan, no fim da tarde. O vento desenha a crista todos os dias e o oásis de Dunhuang fica logo depois das primeiras dunas.

    Noite. Jantar no mercado noturno de Dunhuang, o mercado de comida mais genuíno de toda a viagem.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  8. 08Dia 8

    As Grutas de Mogao

    Manhã. Grutas de Mogao, abertas ao público desde 366 d.C.: quarenta e cinco cavernas pintadas ao longo de mil anos. Reservamos duas cavernas especiais à parte, visitadas com conservador. Tarde. Centro de conservação digital e museu do sítio arqueológico, para entender como a arte rupestre está sendo preservada. Noite. Espetáculo “Encontro outra vez em Dunhuang”, opcional, ou jantar e descanso.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  9. 09Dia 9

    A Porta de Jade e voo para Urumqi

    Manhã. Passo de Yumen, a Porta de Jade, último ponto do corredor antes do deserto de Taklamakan, e a fortaleza de Han em adobe.

    A Porta de Jade era a última alfândega antes do deserto: a partir daqui, as caravanas se dividiam pela orla norte ou sul do Taklamakan e voltavam a se juntar em Samarcanda. As torres de sinalização de adobe que se veem na planície serviam para transmitir mensagens por fogo e fumaça entre postos à vista uns dos outros.

    Caravana de camelos passando junto a uma torre de sinalização de adobe na orla do deserto, na Rota da Seda
    Caravana junto a uma torre de sinalização de adobe na saída do corredor de Gansu. Eram estas torres que transmitiam avisos de fumaça de um posto ao seguinte ao longo da rota.

    Tarde. Voo para Urumqi, capital do Xinjiang, cerca de duas horas. Noite. Jantar de kebab uigur e pão naan no mercado internacional.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  10. 10Dia 10

    Turpan: os canais subterrâneos

    Manhã. Estrada para Turpan, três horas, atravessando o deserto com turbinas eólicas a perder de vista. Tarde. Sistema de canais subterrâneos de karez, tecnologia de irrigação com dois mil anos, e a cidade arruinada de Jiaohe. Noite. Jantar numa casa uigur com música ao vivo, no vale das uvas.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  11. 11Dia 11

    Volta a Urumqi e o lago do Céu

    Manhã. Grutas de Bezeklik, com murais manchados e cortados por saqueadores do século XIX. Tarde. Estrada para Urumqi. Parada no mercado de especiarias se houver tempo. Noite. Jantar e descanso. Preparação do voo para Kashgar.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  12. 12Dia 12

    Kashgar, a cidade da Rota do Sul

    Manhã. Voo para Kashgar, no extremo oeste da China, duas horas. Tarde. Mesquita de Id Kah e o centro histórico de adobe, com ruelas onde ainda se vendem facas feitas à mão. Noite. Jantar de cordeiro assado e naan no mercado vivo — os animais são vendidos no mercado vizinho de manhã.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  13. 13Dia 13

    A estrada do Karakoram

    Manhã. Estrada do Karakoram até o lago Karakul, a 3.600 metros, com os picos de Muztagh Ata e Kongur à frente. Tarde. Aldeias quirguizes com tendas de feltro, onde as famílias convidam para chá com leite de yak. Volta a Kashgar no fim do dia. Noite. Jantar livre e descanso depois de seis horas de estrada.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  14. 14Dia 14

    Voo para Xining

    Manhã. Mercado de gado de Kashgar — só aos domingos, e é por isso que a nossa programação muda conforme o dia da semana. Tarde. Voo para Xining, via Urumqi. Noite. Chegada a Xining, 2.200 metros, primeira noite de aclimatação antes do Tibete.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  15. 15Dia 15

    Xining e trem para Lhasa

    Manhã. Mosteiro de Ta’er, com a sua escultura de manteiga colorida e os peregrinos prostrados no pátio. Tarde. Embarque no trem Qinghai–Tibete, para a travessia de cerca de vinte horas até Lhasa. Jantar a bordo. Noite. Noite no trem, com oxigênio suplementar a bordo a partir dos 3.000 metros.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  16. 16Dia 16

    Chegada a Lhasa e Potala

    Manhã. Chegada a Lhasa no meio da manhã, 3.650 metros. Descanso obrigatório. Só à tarde, se o corpo permitir. Tarde. Primeira caminhada curta no Barkhor, devagar, sem pressa.

    O Barkhor é o circuito de peregrinação em volta do templo de Jokhang, e se faz no sentido dos ponteiros do relógio, como manda a tradição. Aqui se vê o Tibete caminhando: monges, pastores vindos do campo e peregrinos se prostrando ao longo de quilômetros.

    Bandeiras de oração tibetanas e um monte de pedras mani com placas gravadas, no planalto
    Bandeiras de oração e um monte de pedras mani no planalto tibetano. Cada pedra tem gravado um mantra e cada pano uma súplica que o vento leva.

    Noite. Jantar leve no hotel e cama cedo.

    Refeições: café da manhã.

  17. 17Dia 17

    Potala e Jokhang

    Manhã. Palácio do Potala com hora marcada: treze andares, mil divisões, 117 metros sobre a colina. Feito com paradas. Tarde. Templo de Jokhang, o mais sagrado do budismo tibetano, e circuito do Barkhor. Noite. Jantar de momos e tsampa com vista para o Potala iluminado.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  18. 18Dia 18

    Drepung e Sera

    Manhã. Mosteiro de Drepung, que chegou a ter sete mil monges, empilhado na encosta. Tarde. Sessão de debate no pátio do mosteiro de Sera, à tarde, com os monges argumentando batendo palmas. Noite. Jantar de despedida com os guias tibetanos.

    Refeições: café da manhã e jantar.

  19. 19Dia 19

    Gyantse e Shigatse

    Manhã. Estrada do sul até Gyantse: o mosteiro de Palkor e a sua estupa de cem mil budas. Tarde. Continuação para Shigatse, 3.840 metros, sede do Panchen Lama. Noite. Jantar no mosteiro ou no bairro tibetano de Shigatse.

    Refeições: café da manhã e almoço.

  20. 20Dia 20

    Volta a Lhasa e partida

    Manhã. Volta a Lhasa pela estrada do Yarlung Tsangpo, com parada no mosteiro de Tashilhunpo, conforme a hora. Tarde. Tempo livre e transfer para o aeroporto de Gonggar.

    Refeições: café da manhã.

Três coisas que não se repetem

01

Grutas de Mogao com visita a cavernas especiais, mediante reserva

02

Deserto de Dunhuang no pôr do sol, com subida às dunas e jantar no oásis

03

Do planalto tibetano ao Yangtzé: Shangri-La, o caminho do chá e Lhasa

Preço

US$ 6.500 a 8.900

Por pessoa · 20 dias · 19 noites

Trecho terrestre na China, em quarto duplo, sem passagens internacionais. A partir de 2 viajantes.

O que está incluído

  • Transporte terrestre na China: trem de alta velocidade e voos internos indicados
  • Guia em português do primeiro ao último dia
  • Hotéis de 4 estrelas, em quarto duplo
  • Ingressos nos monumentos indicados no roteiro
  • Café da manhã diário

O que não está incluído

  • Voos internacionais de e para a China
  • Visto e taxas consulares
  • Refeições não indicadas no roteiro
  • Gorjetas e despesas pessoais

Perguntas frequentes

Vinte dias é muito tempo?

É o mínimo para a travessia ser feita sem correr e é, para a maior parte das pessoas, a viagem da vida. Quem tem menos tempo pode fazer só o corredor de Gansu, de Xi'an a Dunhuang, em nove dias. Dividimos o percurso em duas viagens sem custo adicional de planejamento.

Qual é o nível de esforço físico?

Moderado a exigente. Há dias com subidas de dunas, escadarias de cavernas e seis a oito horas de estrada. Há altitude: 3.200 metros em Shangri-La e 3.650 em Lhasa, o que obriga a dias de aclimatação e a não fazer esforço na chegada. Pedimos um atestado médico a partir dos 70 anos.

É preciso autorização especial para o Tibete?

Sim. Todos os estrangeiros precisam de autorização de viagem para a Região Autônoma do Tibete, emitida com o itinerário fechado e com guia obrigatório durante toda a estadia. Cuidamos do processo com pelo menos 20 dias de antecedência; não é possível entrar em Lhasa de forma independente.

Há suplemento de quarto individual?

Sim, entre US$ 980 e US$ 1.450 para os vinte dias, porque várias noites são em cidades pequenas onde a oferta hoteleira é limitada. Em Dunhuang e em Kashgar a oferta é boa e o suplemento é menor. Quem viaja sozinho recebe orçamento fechado.

É possível alterar ou adiar as datas?

É, mas com mais antecedência do que nos roteiros curtos. Sem custo até 45 dias antes; entre 45 e 30 dias retêm-se as passagens internas já emitidas e a autorização do Tibete não é transferível. Adiar para o ano seguinte é possível e frequente nesta viagem.

As condições são confortáveis?

São. Hotéis de quatro estrelas onde a categoria existe e o melhor disponível nas etapas pequenas. Há duas etapas com estradas longas e voos internos; em ambas, os veículos são privados, com paradas a cada duas horas. Não se dorme em barraca em nenhum ponto do percurso.

Cidades do roteiro

Este roteiro é um ponto de partida

Não é um pacote fechado.

Podemos acrescentar dias, trocar cidades ou retirar etapas. Conte o que quer e o que não pode faltar.

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