Dinheiro

Quanto custa uma viagem à China

Do roteiro de grupo ao itinerário privado: números reais por dia, por pessoa, com e sem voo internacional.

Um roteiro privado de dez dias fica entre US$ 2.900 e US$ 3.800 por pessoa em quarto duplo, sem voos internacionais.

Atualizado em 18 de outubro de 2026

Um roteiro privado de dez dias fica entre US$ 2.900 e US$ 3.800 por pessoa em quarto duplo, sem voos internacionais. É este o número a partir do qual se constrói um orçamento.

Estrada entre arrozais em Yangshuo ao fim da tarde, bicicletas encostadas ao muro
Dormir em uma aldeia entre arrozais em vez de dormir numa capital custa metade e rende o dobro. É o corte de orçamento que recomendamos sem reservas.

Onde vai o dinheiro

Um itinerário terrestre na China tem quatro itens dominantes, e só dois deles variam com o número de pessoas:

  1. Hotelaria — a parcela maior. Um quarto duplo de quatro estrelas em uma cidade grande custa 600 a 1.200 yuans por noite; fora das cidades de topo, 400 a 700.
  2. Guia e transporte privado — guia em português, motorista e veículo ficam entre 1.800 e 2.800 yuans por dia no total. Divididos por duas pessoas pesa muito; divididos por dez, pouco.
  3. Transportes de longa distância — trens de alta velocidade em primeira classe e voos internos, cerca de 10 a 20% do total.
  4. Ingressos — Cidade Proibida 60 yuans, Terracota 120, Muralha 40 a 60, museus gratuitos mediante reserva. É a parcela menor e a que tem melhor relação custo-benefício.

Três perfis, três orçamentos

Mochilão e transporte público — 400 a 700 yuans por dia. Hostel ou hotel de três estrelas, trens de segunda classe, metrô, comida de rua. Funciona bem em Xangai e Pequim, onde o metrô resolve tudo. Funciona mal nas zonas rurais e em Yunnan, onde se perde um dia a cada transferência.

Confortável, viagem independente — 900 a 1.600 yuans por dia. Hotéis de quatro estrelas, trens de primeira classe, alguns táxis, refeições em restaurantes médios, ingressos. É o perfil da maior parte dos viajantes europeus que organizam tudo sozinhos.

Roteiro privado com guia — 1.600 a 3.000 yuans por dia. Corresponde ao nosso modelo: guia em português, carro privado, hotéis escolhidos por localização, ingressos e reservas resolvidos. Os custos por pessoa caem a partir de quatro viajantes.

Exemplos reais

Viagem Dias Por pessoa (quarto duplo)
China Essencial 10 US$ 2.900 a 3.800
Do Tejo ao Delta 9 US$ 3.400 a 4.400
Rota dos Pandas em Família 12 US$ 3.400 a 4.600
China Gastronômica 11 US$ 3.600 a 4.800
China Fotográfica 14 US$ 3.800 a 5.200
Lua de Mel na China Oculta 12 US$ 4.200 a 5.800
Grande Travessia 20 US$ 6.500 a 8.900

Estes valores assumem saída de duas pessoas, temporada intermediária e hotéis de quatro estrelas. Grupos próprios maiores baixam o valor por pessoa; a alta temporada (outubro, Natal e Ano Novo Lunar) sobe de 15 a 30%. Todas as extensões — Harbin, Tibete e Hong Kong-Macau — são vendidas como acréscimo e apresentadas em separado, para você poder escolher sem refazer o orçamento inteiro.

O resto da conta

Ao preço do roteiro somam-se estas parcelas:

  • Voo internacional: 700 a 1.800 euros saindo de Portugal, conforme antecedência e época.
  • Visto: quando aplicável, taxa consular mais o deslocamento ao centro de vistos.
  • Seguro de viagem: 40 a 120 euros por pessoa, indispensável.
  • Dinheiro de bolso: 200 a 400 yuans por dia para refeições livres, bebidas e extras.
  • Gratificações: sugerimos US$ 8 a US$ 14 por pessoa e por dia para guia e motorista, no total.
  • Compras: variável; para chá e artesanato, conte com 500 a 2.000 yuans se quiser levar coisas boas.

Para um casal, dez dias, com tudo incluído exceto voos: faça as contas a cerca de 7.000 a 8.500 dólares no total dos dois, mais os voos internacionais.

O câmbio e quando pagar

Os preços publicados são em dólares americanos porque é a moeda de referência do turismo receptivo na China, mas paga-se em euros por transferência bancária ao câmbio do dia. Entre a reserva e o pagamento final a taxa se move, por isso sempre fixamos o valor em dólares e convertemos na data da nota fiscal — nunca apresentamos um valor já convertido dois meses antes, que é uma fonte clássica de surpresas.

Pagamento em duas parcelas: sinal de reserva ao confirmar o itinerário e o saldo até trinta dias antes da chegada, com os hotéis e as passagens de trem já comprados nessa altura. Cancelamentos com mais de trinta dias recuperam tudo menos as taxas não reembolsáveis dos trens e das companhias aéreas; abaixo desse prazo aplicam-se as condições dos fornecedores, que apresentamos por escrito antes de pedir qualquer pagamento.

Onde economizar sem perder nada

Três cortes que recomendamos e que não se notam: viajar em abril ou novembro em vez de outubro, o que baixa a hotelaria em 20 a 30%; dormir uma noite a menos em cada cidade grande e passá-la em uma aldeia, que é mais barato e melhor; e reservar monumentos com antecedência, evitando os pacotes com guia obrigatório vendidos na porta.

Travessa de casas baixas de Xangai ao fim da manhã, vizinhos à porta
Os bairros de vielas e os parques públicos são de graça e são metade do que vale a pena ver em uma cidade chinesa. Em Xangai, um passeio a pé pelas concessões custa zero yuans e é melhor do que vários ingressos.

Onde não recomendamos economizar: no guia, na localização do hotel e no seguro de viagem. Um hotel a uma hora de metrô de tudo custa menos e custa duas horas por dia.

O que encarece sem você perceber

Há quatro decisões que parecem pequenas e pesam na conta final:

  • Suplemento de quarto individual. Em um roteiro de dez dias, pode somar mais de mil dólares para quem viaja sozinho. Sempre dizemos qual é esse valor antes de reservar, porque é o número que mais surpreende os clientes.
  • Subidas de categoria de hotel. A diferença entre quatro e cinco estrelas em Pequim ou Xangai pode duplicar a parcela de hospedagem sem mudar nada no programa.
  • Voos internos de última hora. Pequim–Xangai comprado a dez dias custa o dobro do mesmo voo a sessenta dias; por isso fechamos os voos internos assim que o itinerário é confirmado.
  • Alta temporada. Outubro, Natal e Ano Novo Lunar sobem o conjunto entre 15 e 30%, sobretudo em hotelaria e em guias. Abril e novembro dão o mesmo país por menos.

Como ler um orçamento de uma agência

Dois orçamentos aparentemente para a mesma viagem divergem quase sempre por uma de cinco razões, e nenhuma delas está na primeira linha do preço. Vale a pena verificar todas antes de comparar números:

  • O que está incluído. Ingressos, trens, voos internos, café da manhã e número de refeições. Um preço baixo com ingressos para pagar no local deixa de ser baixo no segundo dia.
  • O tamanho do grupo. «Grupo» pode significar oito pessoas ou quarenta. Pergunte sempre qual é o máximo.
  • Paradas em lojas. É a forma mais comum de baixar o preço anunciado. Os nossos itinerários não incluem nenhuma parada comercial não pedida, e dizemos isso por escrito.
  • O suplemento de quarto individual. Quem viaja sozinho deve pedir este valor antes de reservar, porque é o número que mais surpreende.
  • A política de cancelamento. Prazos e penalidades por escrito, estabelecimento por estabelecimento.

Se um orçamento não responde a estes cinco pontos, não é comparável com os outros. Recebemos muitas propostas de outras agências para confrontar com as nossas: é mais fácil explicar uma diferença do que adivinhá-la depois.

Como pedimos orçamento

Você não precisa nos dizer muito para ter um número: dia previsto de chegada, número de pessoas, idades quando há crianças ou idosos, e três coisas que quer ver. Respondemos com um itinerário, o preço por pessoa e o que fica de fora. Sem pergunta obrigatória, sem ligação de vendas e sem pressão.

Duas perguntas que valem a pena fazer sempre, seja a quem for: quantas pessoas no grupo e quantas noites em cada cidade. São essas duas variáveis que explicam quase toda a diferença entre dois orçamentos aparentemente para a mesma viagem. Um itinerário de dez dias com sete noites dormidas em três cidades custa menos do que o mesmo itinerário com cinco mudanças de hotel, e é melhor na mesma proporção.

Perguntas frequentes

Quanto custa um roteiro privado na China por pessoa?

Um roteiro clássico de dez dias, em quarto duplo, fica entre US$ 2.900 e US$ 3.800 por pessoa, incluindo hotéis de quatro estrelas, guia em português, carro privado, trens e ingressos. Sem voos internacionais e sem visto. Roteiros temáticos e longos sobem para US$ 4.000 a US$ 8.900.

Quanto se gasta por dia em refeições e extras?

Entre 200 e 400 yuans por pessoa por dia em refeições não incluídas, bebidas e pequenos extras. Um jantar de categoria pode chegar a 400 yuans por pessoa; uma refeição de rua fica entre 25 e 50 yuans.

É mais barato viajar em grupo grande?

É. Em grupos privados próprios de oito a doze pessoas, o custo por pessoa cai sensivelmente, porque o carro, o guia e o motorista se dividem por mais cabeças. É a única faixa em que recomendamos deixar de ser só duas pessoas.

Quanto custa o voo internacional?

De Lisboa ou do Porto para Pequim ou Xangai, em classe econômica, conte com 700 a 1.300 euros na baixa temporada e 1.000 a 1.800 euros em julho, agosto e Natal. Comprando com três a cinco meses de antecedência, o valor cai de forma significativa.

Há custos escondidos?

Nos nossos orçamentos, não. O preço inclui tudo o que está escrito e sempre apresentamos a lista do que fica de fora: voos internacionais, visto, refeições não indicadas, bebidas, gratificações, seguro e extras pessoais. Não há paradas em lojas comissionadas para compensar o preço.

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