Entrada e documentos

Visto para a China

Desde 2024 quem viaja com passaporte português pode entrar na China sem visto por até 30 dias. Mas há regras, prazos e exceções que convém conhecer.

Você não precisa de visto para estadias de até 30 dias — mas confirme a validade da isenção na semana anterior ao voo, porque a política tem data de fim.

Atualizado em 18 de outubro de 2026 · verificado em 18 de outubro de 2026

Você não precisa de visto para estadias de até 30 dias — desde que viaje com um passaporte que conste da lista de países com isenção unilateral, onde Portugal está. A regra, porém, tem data de validade, e convém confirmá-la antes de comprar o voo.

Balcão de controle de passaportes em um aeroporto chinês ao amanhecer
O erro mais comum é contar com o visto na chegada: na China não existe visto na chegada para turismo. Quem chega sem a documentação válida não entra no avião.

A isenção que está em vigor

A China prorrogou a política unilateral de isenção de visto até as 24h de 31 de dezembro de 2026. Abrange os portadores de passaporte comum de Portugal — e também do Brasil — entre os 45 países da lista, que entrem por turismo, negócio, visita a familiares, intercâmbio ou trânsito, durante até 30 dias por entrada.

O que a isenção não cobre: estadias acima de 30 dias, trabalho remunerado, estudo, jornalismo e residência de longa duração. Para qualquer uma dessas situações, pede-se visto com antecedência.

Há uma segunda figura útil: a isenção de trânsito de 240 horas (10 dias), válida para cidadãos de 55 países, incluindo Portugal. Permite entrar por um de 60 portos em 24 províncias e circular dentro dessas regiões, desde que você tenha passagem confirmada para um terceiro país. Funciona bem para quem faz China mais Japão, China mais Coreia ou China mais Sudeste Asiático na mesma passagem.

Documentos na fronteira

Na chegada, pedem-se quatro coisas, e não adianta discutir:

  1. Passaporte válido por pelo menos três meses além da data prevista de saída e com duas páginas em branco.
  2. Passagem de volta ou de continuação — um voo aberto sem data pode não servir.
  3. Comprovante de hospedagem, pelo menos da primeira noite. Nos nossos roteiros entregamos uma carta com o itinerário completo, o que resolve o assunto de uma vez.
  4. Formulário de entrada preenchido, que você faz no avião ou no terminal.

Recomendamos três cautelas práticas: levar o itinerário impresso em papel, ter o contato do guia escrito em chinês e contar com 45 a 90 minutos para a imigração nos aeroportos de Pequim e Xangai em horário de pico.

São coletadas impressões digitais dos dez dedos no controle de fronteira, e em alguns portos também se tira uma fotografia. É rápido, mas obriga você a tirar as luvas e a ter as mãos secas — em Harbin, em janeiro, isso não é um detalhe. Quem viaja com crianças deve saber que bebês e menores de idade também passam pelo mesmo procedimento, um de cada vez, com o pai ou a mãe presente no guichê.

Terminal de ferry entre Macau e Hong Kong com passageiros embarcando
Hong Kong e Macau têm fronteira própria: você passa pelo controle duas vezes no mesmo dia. Entrar em Macau conta como sair do território continental, e voltar inicia uma nova entrada.

Quando afinal é preciso visto

Há quatro casos frequentes:

  • Viagens com mais de 30 dias, como a nossa Grande Travessia de 20 dias prolongada com extensões.
  • Passaportes de países fora da lista, incluindo situações de dupla nacionalidade em que você viaja com o documento “errado”.
  • Finalidades não turísticas: voluntariado, estágio, filmagem profissional, trabalho.
  • Tibete, que exige autorização regional mesmo com visto ou isenção válidos.

O visto de turismo (L) pede-se online, com agendamento no centro de vistos chinês, entrega do passaporte, fotografia e coleta de impressões digitais. Em regra, permite estadias de 30 a 60 dias por entrada e demora três a sete dias úteis. Nós cuidamos do processo por inteiro quando o cliente contrata um roteiro fechado: formulário, carta-convite, reservas e acompanhamento até a entrega.

Prazos e custos quando há visto

Para os casos em que o visto é necessário, o processo tem etapas certas e não admite pressa. Começa com o preenchimento do formulário online, que pede dados do passaporte, endereço, profissão e o itinerário completo — incluindo os voos internos, os hotéis de todas as noites e os nomes das cidades por onde você passa. Depois vem o envio da documentação para agendamento no centro de vistos, onde são obrigatórias a coleta presencial de impressões digitais e uma fotografia recente com fundo claro.

Contamos sempre com duas a três semanas entre o início do processo e a devolução do passaporte, mais o tempo de deslocamento até o centro. Nenhuma agência séria promete menos do que isso, porque o prazo depende do consulado e pode se prolongar em épocas de maior procura, como julho e agosto.

O visto de uma entrada é o mais comum e é suficiente para um roteiro fechado. Quando o itinerário inclui uma saída e um retorno ao território continental — o caso de quem vai a Macau ou Hong Kong no meio e volta ao continente — pede-se o visto de dupla entrada, e é importante dizer isso no formulário desde o início, porque mudar depois obriga a recomeçar o processo.

Nós cuidamos do visto por inteiro para os clientes de roteiro: carta-convite emitida pela nossa empresa na China, reservas reais e acompanhamento até a retirada. É um serviço incluído, porque um erro de documentação custa sempre mais do que o visto.

Negócio, estudo e voluntariado: vistos que não são de turismo

Nenhum desses casos é coberto pela isenção, e são exatamente os que dão mais trabalho em cima da hora:

  • Negócios (visto M). Exige carta-convite de uma empresa chinesa, com o selo da entidade e os dados do contato. Serve para reuniões, feiras e visitas a fornecedores. Trabalho remunerado (visto Z) é coisa diferente e exige autorização de trabalho em separado — nunca viaje a negócios com visto de turismo: o sentido é justamente o contrário.
  • Estudo (X1 acima de 180 dias, X2 abaixo). Pede carta de aceitação da instituição e formulário da escola; o X1 obriga a registro de residência nos primeiros trinta dias.
  • Jornalismo e filmagem profissional. Requerem autorização específica e equipamento declarado na entrada. Um drone na bagagem transforma uma viagem de turismo em um processo.

Nós avisamos com pelo menos um mês de antecedência quando um cliente cai em um desses casos, porque é o prazo mínimo para juntar a documentação sem pagar por urgências.

Por que confirmamos sempre na semana anterior

A isenção unilateral é uma política com prazo, não um direito adquirido: já foi ampliada várias vezes e em vários momentos foi suspensa por razões de saúde pública ou de reciprocidade. O mesmo se aplica à isenção de trânsito de 240 horas, cuja lista de portos habilitados e de províncias abrangidas tem sido alterada sem aviso prévio.

Daí a nossa rotina: verificamos a nacionalidade e a validade do documento seis semanas antes, e voltamos a verificar a política em vigor na semana anterior ao voo. Cinco minutos evitam perder uma viagem inteira — sobretudo porque a companhia aérea verifica a documentação no embarque e o seguro não cobre passagens perdidas por falta de visto.

Antes de embarcar: o que fazemos

  • Confirmamos a nacionalidade de cada viajante e a validade do documento seis semanas antes da partida.
  • Verificamos a política em vigor na semana anterior ao voo — porque a isenção tem data de fim e pode mudar.
  • Preparamos o dossiê de fronteira: itinerário, reservas, carta da agência e contatos locais.
  • Avisamos sobre os casos que exigem visto com pelo menos um mês de antecedência.

A regra de ouro é simples: isenção não é um direito adquirido, é uma política com prazo. Confirmar antes de comprar o voo custa cinco minutos e evita perder a viagem.

Perguntas frequentes

Preciso mesmo de visto para ir à China?

Se você viaja com passaporte português e fica menos de 30 dias por motivos de turismo, negócio, visita a familiares ou trânsito, não precisa de visto. A China incluiu Portugal na política unilateral de isenção, prorrogada até as 24h de 31 de dezembro de 2026. Quem viaja com outro passaporte ou quem fica mais de 30 dias precisa de visto.

O que é preciso mostrar na chegada?

Passaporte válido por mais de três meses além da data prevista de saída, passagem de volta ou de continuação e reserva de hospedagem para pelo menos a primeira noite. Recomendamos levar o itinerário impresso e o contato do guia escrito em chinês, porque às vezes pedem.

E se a minha viagem tiver mais de 30 dias?

Nesse caso pede-se visto de turismo (tipo L), que normalmente permite 30 ou 60 dias de estadia por entrada. Nós cuidamos do processo com os nossos clientes: formulário online, agendamento no centro de vistos, coleta de impressões digitais e pagamento da taxa. Conte com duas a três semanas.

Vou visitar Macau e Hong Kong. Conta para os 30 dias?

Não. Hong Kong e Macau são zonas administrativas especiais com controle de fronteira próprio: entrar em Macau ou Hong Kong conta como sair do território continental. Voltar ao continente inicia uma nova entrada.

O Tibete tem regra própria?

Sim. Independentemente da isenção de visto, viajar para a Região Autônoma do Tibete exige autorização específica emitida por meio de uma agência estabelecida na região, com roteiro fechado e guia obrigatório. Nós cuidamos desse processo com pelo menos 20 dias de antecedência.

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