O que fazer · Chengdu

o que fazer em Chengdu em 3 dias

Pandas ao norte, casas de chá no centro, vielas ao sul e Leshan no fim: as zonas da cidade e quanto tempo cada uma pede.

Ficha prática

Melhor época
mar–jun · set–nov
Noites sugeridas
2 a 3 noites
Região
Sudoeste
Reserva obrigatória
Base de Investigação de Pandas Gigantes

O que fazer em Chengdu em 3 dias tem uma condição que ordena todo o resto: os pandas comem bambu de manhã e dormem a tarde inteira. Isso coloca a base ao norte na primeira metade do dia e libera as tardes para a cidade. Esta página é a versão prática da nossa página de Chengdu: divide o destino por zonas, diz o que fazer em cada uma, quanto tempo pede e a que horas compensa estar lá.

As zonas de Chengdu e o que fazer em cada uma

Ao norte, com a base dos pandas. Fica fora do anel urbano e abre às 7h30. Entramos nessa hora, com o carro no portão, e percorremos primeiro os recintos dos pandas adultos — é quando comem bambu sentados, em silêncio, a três metros de distância. A creche dos filhotes se visita depois das 9h30, quando os tratadores os tiram das maternidades. Há carrinhos elétricos entre os recintos para poupar pernas. Conte de duas a três horas, e a visita se perde se você chegar depois das 10h30.

O centro, com o Parque do Povo e as casas de chá. Bambu, cadeiras de vime, chá por xícara, sem pressa. A Casa de Chá Heming é a mais conhecida e continua sendo frequentada por locais; em volta, o parque tem o canto dos casamenteiros, onde pais com o currículo dos filhos pendurado em cartolinas negociam encontros há trinta anos. Serve-se uma jarra com água fervendo e se enche quantas vezes quiser. É o retrato mais exato da cidade e custa muito pouco. Uma hora basta, duas horas é melhor — ninguém se levanta antes das duas da tarde.

O centro comercial, entre Chunxi Road e o Taikoo Li. O complexo de lojas construído em volta do Templo Daci, com o pátio do século VII encostado em vidro e aço, é o lugar mais agradável de Chengdu para ficar, jantar e ver a cidade moderna. Ao lado, a Praça Tianfu e a Chunxi Road são comércio puro. É por aqui que se volta a pé do jantar, o que com hotpot e cerveja tem valor.

Ao sul e a oeste, com as vielas e os templos. As Vielas Largas e Estreitas, Kuanzhai Xiangzi, são pátios reconstruídos da cidade antiga com cafés, livrarias e restaurantes, e valem sobretudo de manhã, antes da enchente. O Templo de Wuhou, dos Três Reinos, tem jardins e fica encostado à rua Jinli: reconstrução turística, sim, mas com os postes de luz acesos ao anoitecer e barracas de petiscos é um bom fim de tarde. De vinte a quarenta minutos bastam para cada um.

Sala de uma casa de chá de Chengdu no fim da manhã, clientes jogando cartas
Nas casas de chá paga-se por copo e ninguém é pressionado a sair. Vimos clientes ficarem quatro horas por uma quantia que não paga um café em Lisboa — é a melhor relação custo-benefício de toda a nossa viagem à China.

Fora da cidade, ao sul e ao norte. Leshan, com o Buda Gigante, e Guanghan, com o museu de Sanxingdui. Se tratam em separado, abaixo.

Como dividir o dia

De manhã. Os pandas, sempre. É a única hora do dia em que valem os vinte minutos de estrada desde o centro e a única razão pela qual recomendamos dormir perto.

À tarde. Cidade: uma casa de chá, as vielas, um templo ou o museu de Chengdu. Em dias de calor, a cidade se aproveita melhor devagar e na sombra, que é aliás o que os locais fazem.

No fim da tarde e à noite. Jinli com as luzes acesas, um hotpot ou uma aula de cozinha de Sichuan, e o Taikoo Li para o copo final. Em Chengdu se janta cedo: as cozinhas de bairro começam a fechar pelas 21h30, mesmo com o salão ainda aberto.

O que fica fora da cidade

O Buda Gigante de Leshan. A cerca de duas horas por estrada ao sul, com 71 metros de altura escavados na falésia há 1.200 anos. Recomendamos de barco no rio e não a pé: a subida pelas escadas laterais pode levar duas horas de fila no fim de semana, e do barco se vê inteiro, o que de cima nunca acontece. Ocupa a maior parte de um dia entre ida, travessia e volta.

O museu de Sanxingdui, em Guanghan. A 40 km, a cerca de vinte minutos de trem de alta velocidade. É a descoberta arqueológica mais importante do século XX chinês: máscaras de bronze de 3.000 anos e uma árvore de bronze de quatro metros, de uma civilização que não deixou registros escritos. Meio dia, todo interno, e vale a viagem.

Emeishan. Uma das quatro montanhas sagradas do budismo, a cerca de duas horas. Para quem quer mais bicho e menos cidade: dormida no sopé, subida de manhã cedo antes dos grupos de ônibus, macacos e água debaixo dos templos. Pede uma noite extra.

Rua arborizada de Chengdu no fim da tarde, toldos e mesas na rua
Os restaurantes de bairro fecham a cozinha pelas 21h30. Em Chengdu se janta às 18h30 e ainda há tempo para o chá — é a cidade da China onde o ritmo mais se parece com o nosso.

Quanto tempo dar a cada lugar

  • Base dos pandas — de duas a três horas, de manhã, na abertura.
  • Casa de chá do Parque do Povo — de uma a duas horas, no meio da tarde.
  • Vielas Largas e Estreitas — uma hora, de preferência de manhã.
  • Templo de Wuhou e rua Jinli — hora e meia, no fim da tarde.
  • Taikoo Li e Templo Daci — uma hora de passagem, ou uma noite de jantar.
  • Museu de Sanxingdui — meio dia, com os deslocamentos.
  • Buda Gigante de Leshan — um dia inteiro.
  • Emeishan — um dia e uma noite extra.

Como circular entre as zonas

Dentro da cidade o metrô chega às vielas, ao Taikoo Li e à Praça Tianfu sem dificuldade, e o táxi é barato para distâncias curtas. Para a base dos pandas o carro faz diferença: sair do hotel às 7h em transporte público é possível mas imprevisível, e a abertura da base não espera. Para Guanghan o trem de alta velocidade ganha sempre; para Leshan, a estrada com motorista local é o que permite encaixar o barco na hora certa.

Que ordem seguir

Primeiro dia: pandas de manhã, vielas e centro à tarde, hotpot à noite. Segundo dia: Leshan de barco, com volta a tempo de jantar. Terceiro dia: Sanxingdui de manhã, casa de chá à tarde, aula de cozinha ou jantar de despedida à noite. Quem trocar Leshan por Emeishan deve colocá-la no segundo dia e dormir no sopé.

Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças

Com dois dias. Pandas de manhã, cidade à tarde, e um dia inteiro para Leshan ou Sanxingdui — escolhe-se um.

Com chuva. Sanxingdui, que é todo interno, o Museu de Chengdu e uma casa de chá. Os pandas em chuva fraca saem do mesmo jeito, mas ficam mais recolhidos e a visita encurta.

Com crianças. A base dos pandas é o melhor lugar da China para crianças, e a creche dos filhotes é o ponto alto. Em vez do jantar de hotpot, trocamos por uma aula de cozinha de Sichuan, onde cada um faz o seu prato de wok e depois o come.

Erros que custam meio dia

  • Chegar à base dos pandas depois das 10h. É o erro número um e não tem remédio: os pandas estão dormindo de barriga para cima e a visita vira uma fila de costas viradas.
  • Subir ao Buda de Leshan a pé no fim de semana. A fila das escadas laterais pode levar duas horas. De barco se vê inteiro, sem espera e melhor.
  • Jantar hotpot sem distribuir os pratos. Quatro pratos apimentados e ninguém come nada. Escolhemos sempre um de assinatura apimentado, um suave, um legume e arroz.
  • Dormir fora do anel central para economizar no hotel. Chengdu cresceu muito e a distância não parece grande num mapa; depois são quarenta minutos em cada sentido.
  • Ir a Sanxingdui sem confirmar o horário de volta. O museu fica noutra cidade e os trens têm intervalos; verificamos sempre os dois antes de sair.

Como organizamos isso no terreno

Saímos do hotel a tempo de estar no portão da base na abertura, com o carro esperando e o ingresso já resolvido. Para a cidade, o carro fica disponível mas se usa pouco: o centro se faz a pé e é assim que se deve fazer. Para os jantares reservamos salas pequenas em restaurantes locais e escolhemos o cardápio com o dono na frente, o que evita o erro clássico do estrangeiro que pede quatro pratos apimentados. Quando há crianças, trocamos o hotpot por uma aula de cozinha de Sichuan, onde cada um faz o seu prato de wok e depois o come. E para Guanghan e Leshan, os bilhetes de trem e de barco ficam resolvidos com antecedência, que é o que permite chegar e entrar em vez de chegar e esperar.

Como encaixar isso num roteiro

Chengdu é a cidade que desacelera a viagem e a que costuma ficar na memória de quem repete a China. Na nossa Rota dos Pandas é o centro do percurso, com os pandas e Leshan encaixados; nos roteiros gastronômicos da China Gastronômica entra pela cozinha de Sichuan, com aula de wok e jantares escolhidos à mesa. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Chengdu.

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para o que há para fazer em Chengdu?

Duas noites cobrem os pandas, uma casa de chá, o centro e um jantar decente. Três noites permitem encaixar o Buda Gigante de Leshan de barco, que ocupa a maior parte de um dia, ou o museu de Sanxingdui, a vinte minutos de trem rápido. É o que recomendamos.

A que horas se deve ir à base dos pandas?

Entre 7h30 e 10h, que é quando estão comendo bambu, porque é a hora da distribuição de alimento. Depois disso dormem de barriga para cima e a visita perde quase todo o interesse. Saímos do hotel a tempo de estar no portão na abertura.

As casas de chá são para turistas?

As do Parque do Povo não são. É onde os locais passam a tarde jogando cartas e conversando, com um bule na mesa durante duas horas, por uma quantia que não chega a uma cerveja. Paga-se por copo e enche-se a jarra com água fervendo quantas vezes quiser.

O que fazer em Chengdu num dia de chuva?

O museu de Sanxingdui, em Guanghan, que é todo interno e vale a viagem de trem; o Museu de Chengdu; e uma casa de chá, que é o lugar onde a chuva se ouve sem incomodar. Os pandas em chuva fraca saem do mesmo jeito, mas ficam mais recolhidos.

Vale a pena dormir em Chengdu ou em Leshan?

Em Chengdu. Leshan é um destino de dia inteiro que se faz a partir da capital, e mudar de hotel para economizar uma hora de estrada custa duas noites de logística. Só propomos dormir fora quando o grupo quer seguir para Emeishan logo em seguida.

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