Melhor época · Hong Kong e Macau

melhor época para visitar Hong Kong e Macau

Mês a mês: a temporada de tufões, as semanas de umidade de abril, o inverno ameno e por que outubro e novembro são os dois meses em que o delta do rio das Pérolas se mostra limpo.

Ficha prática

Melhor época
out–dez · mar–abr
Noites sugeridas
3 noites
Região
Sul
Reserva obrigatória
Sem reserva obrigatória

A melhor época para visitar Hong Kong e Macau é o outono, e a razão é de ordem prática: nenhum dos dois territórios fecha com mau tempo, mas a umidade e o risco de tufão decidem se se vê alguma coisa do alto. Hong Kong é uma cidade vertical que se aprecia de cima, do Pico da Vitória, dos terraços e dos ferries da baía; Macau é um centro histórico compacto que se percorre a pé. Com céu limpo, em novembro, os dois funcionam perfeitamente; com nuvem baixa e chuva, em junho, passa-se o dia sem ver o skyline uma vez. Esta página responde a «quando ir a Hong Kong» e complementa a página de Hong Kong e Macau.

O clima de Hong Kong e Macau, mês a mês

Inverno, de dezembro a fevereiro. Ameno, frequentemente ensolarado e com umidade mais baixa do que no resto do ano. É uma época perfeitamente recomendável, sobretudo em dezembro e janeiro, e é a melhor para as trilhas das ilhas e dos contrafortes. A única ressalva é o calendário: o Ano Novo Lunar, entre o fim de janeiro e meados de fevereiro conforme o ano, encarece voos e hotéis, fecha parte do comércio de bairro e enche os templos e os mercados.

Primavera, de março a maio. Temperaturas agradáveis e umidade alta. Março e abril são meses de névoa e de nuvem baixa, em que os mirantes da ilha e os ferries da baía deixam de garantir vista, e maio entra já na temporada de tufões. É a época em que se vem pelo nível do mar: mercados, templos, bairros antigos, as ilhas e as ruínas de Macau se fazem bem com calor moderado.

Verão, de junho a agosto. Quente, muito úmido e instável, com trovoadas intensas no fim da tarde e a maior parte do risco de tufão concentrada nesses meses e em setembro. A cidade tem ar-condicionado em todo lugar e continua trabalhando, mas as caminhadas e as subidas ficam desconfortáveis. Quando é hasteado o sinal oito, o território para por inteiro: fecham os transportes, o comércio e os mirantes, suspendem-se os ferries entre Hong Kong e Macau e acumulam-se atrasos nos voos.

Outono, de setembro a novembro. A melhor janela. Setembro ainda pode pegar um tufão, sobretudo na primeira quinzena; a partir da segunda metade, a umidade cai, as chuvas escasseiam e o céu abre. Outubro e novembro são os meses em que a vista clássica da baía se vê limpa e em que as caminhadas voltam a ser possíveis no meio do dia. Dezembro prolonga a janela com dias mais frescos.

A melhor hora para cada experiência

O Pico da Vitória, os terraços das torres e a travessia da baía dependem todos da visibilidade: outubro, novembro e dezembro são os meses certos, e janeiro e fevereiro costumam correr bem. O ferry entre Hong Kong e Macau é a ligação que mais sofre com vento, e se suspende com aviso de tufão. O centro histórico de Macau, do Largo do Senado às Ruínas de São Paulo, se anda a pé e ganha com dias secos. As trilhas das ilhas e o pico do Lantau pedem temperaturas moderadas, o que aponta para o inverno e para o outono. Os mercados noturnos, os templos e os bairros de rua se fazem em qualquer mês, e são o plano para os dias de chuva e de umidade.

Skyline da ilha de Hong Kong ao crepúsculo visto de Kowloon
Em novembro, a baía se vê inteira do outro lado. Em junho, a mesma margem tem nuvem baixa e o skyline desaparece no meio das torres: a cidade está lá, mas não se vê.

Feriados e picos de movimento

Hong Kong e Macau têm um calendário próprio de picos, e são destinos de fim de semana para os residentes da região, o que faz com que as sextas à noite e os sábados de manhã estejam sempre cheios. A semana do feriado nacional a partir de 1 de outubro enche os hotéis e os mirantes, e coincide com o melhor mês do ano. O Ano Novo Lunar encarece tudo e fecha parte do comércio. Em Macau, o Grande Prêmio, no mês de novembro, faz os hotéis esgotarem e as ruas do centro ficarem fechadas durante vários dias: é um evento com interesse, mas quem não vem por ele deve confirmar as datas antes de reservar.

Quando não ir a Hong Kong e Macau

As semanas de julho a setembro são as que mais desaconselhamos, pela soma de calor, umidade e risco de tufão; quem reserva agosto deve contar com a possibilidade de perder um dia inteiro por causa de um aviso e não marcar nada que dependa de um voo de conexão nesse dia. As semanas do feriado nacional e do Ano Novo Lunar são as outras duas a evitar, por preços e por movimento. As semanas do Grande Prêmio em Macau, para quem não vem pelo evento. Março e abril não desaconselhamos: pedem apenas que se desista da vista do alto.

O que levar na mala, época a época

No outono e no inverno, roupa leve em camadas, com um casaco fino para as noites na baía e para os terraços; os interiores com ar-condicionado são frios, então uma camada a mais resolve sempre. Na primavera e no verão, roupa fresca, sandálias que aguentem chuva, impermeável dobrável e sapatos com sola que agarre: as ruas de Hong Kong são inclinadas e escorregadias com água. Chapéu e protetor solar no verão. Em qualquer época, uma bateria extra ou carregador portátil, porque o celular passa o dia entre mapas, transportes e pagamentos. E convém verificar a previsão de vento no próprio dia, sobretudo entre maio e novembro.

Largo de calçada portuguesa em Macau no fim da manhã
Novembro em Macau: dias secos e temperaturas moderadas, a única época em que se percorre o centro histórico a pé sem calor úmido na saída de cada rua.

O que acontece quando é hasteado o sinal oito

O sistema de sinais de tufão de Hong Kong é levado muito a sério, e com razão. Quando é hasteado o sinal oito, o território para: os ônibus, os trens e o metrô suspendem, as lojas e os restaurantes fecham, os mirantes encerram, os ferries entre Hong Kong e Macau deixam de operar e os voos acumulam atrasos e cancelamentos durante um ou dois dias. O sinal dez, mais raro, significa que o olho do tufão passa por cima. O que se deve fazer nesses dias é simples: ficar no hotel, ter comida e água para um dia inteiro e não contar com transporte nenhum. O que se deve evitar é marcar o ferry para Macau nessa data, ou um voo de conexão no mesmo dia do voo internacional. Fora da temporada de tufões, sobretudo entre novembro e abril, o risco não existe e a cidade é uma das mais fáceis de planejar da região.

Como a época muda o plano do dia

Em qualquer estação, a regra de Hong Kong é começar cedo. No outono e no inverno, com calor moderado, o dia inteiro está disponível: trilhas e ilhas de manhã, cidade e bairros à tarde, e o cais da baía ao crepúsculo. Na primavera e no verão, as horas centrais passam-se dentro, em mercados cobertos, templos, museus e galerias, e as caminhadas ficam para o começo da manhã e para o fim da tarde. Quando chove, a cidade tem uma resposta própria, que são os centros comerciais e as galerias de arte. Em Macau, o centro histórico é compacto e se percorre em duas horas, então dá para esperar a chuva passar antes de sair.

O calendário em quatro linhas

A melhor hora são outubro, novembro e dezembro: umidade baixa, chuva escassa, céu limpo e sem risco de tufão. A segunda escolha são janeiro e fevereiro, amenos e ensolarados, desde que fora das semanas do Ano Novo Lunar, e março e abril, com temperaturas boas mas umidade e névoa. As semanas que pedem ponderação são as de maio e junho, com chuva e o início da temporada de tufões. As que se evitam são as de julho, agosto e setembro, e toda a semana do feriado nacional.

Como encaixar a época certa num roteiro

Os dois territórios entram nos nossos percursos pelo sul e funcionam bem em qualquer roteiro de outono. No Do Tejo ao Delta são exatamente o destino do nome, e novembro é o mês em que o paralelo com Lisboa se percebe melhor, pela luz e pela umidade. Na Lua de Mel a região entra como capítulo de conforto, com as ilhas e o centro histórico de Macau pedindo tempo seco. Para a lista completa do destino, volte à página de Hong Kong e Macau.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para visitar Hong Kong e Macau?

Outubro, novembro e dezembro. A umidade cai, a chuva escasseia, o risco de tufão desaparece e o céu do delta do rio das Pérolas fica limpo durante semanas. É a época em que se sobe ao Pico da Vitória e se vê a baía inteira, e em que os ferries entre Hong Kong e Macau correm sem sobressalto.

Quando é a temporada de tufões?

Começa em maio e se prolonga até novembro, com concentração entre julho e setembro. Não há tufão todas as semanas e a maioria passa ao largo, mas quando é hasteado o sinal oito o território para: fecham os transportes, as lojas, os restaurantes e os mirantes, suspendem-se os ferries e os voos acumulam atrasos e cancelamentos.

Vale a pena ir a Hong Kong em julho e agosto?

É a pior época do ano para quem não tolera umidade. O calor é forte e grudento, a sensação térmica sobe com a umidade do mar do Sul da China e há risco real de tufão. A cidade continua funcionando, com ar-condicionado em todo lugar e shoppings como refúgio, mas os passeios a pé e as subidas ao Pico ficam penosos.

O inverno em Hong Kong é uma boa época?

É ameno e agradável, e por isso bastante recomendável: dias de sol, temperaturas suaves e umidade mais baixa do que no verão. A ressalva é o Ano Novo Lunar, que cai entre o fim de janeiro e meados de fevereiro: nesses dias os hotéis e os voos sobem de preço, muito do comércio pequeno fecha e os templos e mercados ficam cheios.

E em março e abril?

São meses aceitáveis e muito úmidos. As temperaturas já estão boas, mas a umidade do delta forma névoa e nuvem baixa que tira a vista dos mirantes e dos ferries. Convém vir preparado para não ver o skyline do Pico e aproveitar os mercados, os templos, os bairros e as ilhas ao nível do mar.

Continuar a ler