O que fazer · Xangai
o que fazer em Xangai em 2 dias
Do Bund às concessões e a Pudong: as zonas da cidade, quanto tempo cada uma pede e as horas em que compensa estar lá.
Ficha prática
- Melhor época
- mar–mai · out–dez
- Noites sugeridas
- 2 a 3 noites
- Região
- Leste
- Reserva obrigatória
- Torre de Xangai (mirante) · Museu de Xangai
O que fazer em Xangai em 2 dias se decide entre duas cidades que ocupam o mesmo lugar: a dos edifícios de pedra do Bund e a das torres de vidro de Pudong, separadas por um rio e quinze minutos a pé. A cidade se divide de forma mais limpa do que parece, e conhecer as zonas é o que permite não atravessar o rio três vezes por dia. Esta página é a versão prática da nossa página de Xangai: diz o que fazer em cada zona, quanto tempo pede e a que horas compensa estar lá.
As zonas de Xangai e o que fazer em cada uma
O Bund e o rio Huangpu. Um quilômetro e meio de cais e mais de duas dezenas de edifícios históricos, iluminados todas as noites. A melhor vista do skyline de Pudong se tira daqui, e não de dentro de uma torre. Duas visitas curtas valem mais do que uma longa: uma de manhã cedo, quando o cais pertence a quem mora lá e pratica tai chi, outra depois das 19h, com as fachadas acesas. As luzes costumam apagar por volta das 22h no verão. Meia hora em cada passagem basta, mas é meia hora que não se esquece.
A cidade velha e o jardim de Yuyuan. A quatrocentos anos de distância do Bund em tudo, menos em metros. O jardim tem lagos de carpas, pavilhões de chá sobre a água e um rochedo artificial do século XVI. Abre cedo — estar no portão vinte minutos antes faz toda a diferença, porque são dois hectares e depois das 10h você entra num corredor. O bazar em volta é uma armadilha de lojas e se atravessa sem parar, com uma exceção: o mercado de bairro logo ao norte, onde os xiaolongbao se comem de pé e no café da manhã.
As concessões, em Xuhui e Jing’an. Ruas de plátanos, cafés, livrarias e lojas independentes: Wukang Road, Anfu Road, Ferguson Lane e o Edifício Wukang, com a sua forma de navio encostada num cruzamento. É a Xangai que se percorre a pé sem ingresso nenhum e é, para muita gente, a melhor parte da cidade. Recomendamos o começo da manhã para as fachadas — depois das 10h se formam filas para fotografar o edifício-navio — e o fim da tarde para as lojas. De duas a três horas, sem pressa.
Pudong, do outro lado do rio. Três mirantes para escolher: a Torre de Xangai no 118º andar, a mais alta; o World Financial Center no 100; e o Jin Mao no 88, com o melhor piso de vidro sobre o átrio. Não se sobem dois: escolhe-se um conforme a visibilidade e a fila do dia. Junta-se a isso o passeio ao longo do rio no lado de Pudong, de onde se vê o Bund inteiro de frente — é a fotografia inversa e vale a caminhada.
Tianzifang e Xintiandi. O primeiro é um labirinto de vielas de casas térreas convertidas em ateliês, e se recomenda antes das 10h; o segundo é o equivalente requintado, reconstruído em volta de quarteirões de tijolo, para beber um copo no fim da tarde. Nenhum dos dois é «autêntico» e não é isso que se pede deles: são dois bons lugares para sentar e ver a cidade passar.
Como dividir o dia
De manhã. O jardim de Yuyuan na abertura, o Bund logo em seguida e as concessões depois dos dois. O Museu de Xangai, que é gratuito mas com reserva feita por nós e fecha na segunda-feira, entra de manhã em dia de semana.
À tarde. As concessões com calma, Tianzifang ou um café na Anfu Road, e a travessia para Pudong quando o sol começa a descer.
No fim da tarde e à noite. Voltar ao Bund para as luzes, subir a uma torre se a visibilidade permitir, e jantar. Xangai janta mais tarde do que Pequim e tem mais opção em horários tardios; é a cidade da China onde um jantar às 22h não é problema.
O que fica fora da cidade
Suzhou. A cerca de meia hora de trem de alta velocidade. Jardins clássicos de eruditos, canais e bairros de casas brancas com telha cinzenta. Se faz num dia inteiro e é a extensão mais recomendável para quem só tem Xangai.
Hangzhou. A cerca de uma hora, com o Lago do Oeste, as plantações de chá de Longjing e os templos nas colinas. Também um dia, e se combina com Suzhou para quem tem duas noites extras.
Quanto tempo dar a cada lugar
- Bund — meia hora por passagem, duas passagens por dia.
- Jardim de Yuyuan — uma hora, na abertura.
- Concessões — de duas a três horas a pé, sem destino.
- Museu de Xangai — duas horas, com reserva.
- Uma torre de Pudong — uma hora entre fila, subida e descida.
- Tianzifang ou Xintiandi — uma hora cada um.
- Suzhou — um dia inteiro.
- Hangzhou — um dia inteiro.
Como circular entre as zonas
O metrô de Xangai é a rede mais fácil de usar da China continental: sinalização bilíngue, linhas diretas entre o Bund, Pudong, a Praça do Povo e as concessões, e viagens curtas. Para Suzhou e Hangzhou usa-se o trem de alta velocidade, com partidas frequentes ao longo do dia. O táxi só compensa nos horários de pico com destino fora do eixo central, e mesmo aí o metrô costuma ganhar.
Que ordem seguir
Primeiro dia: Yuyuan de manhã cedo, Bund em seguida, concessões à tarde e Bund outra vez de noite. Segundo dia: museu de manhã em dia de semana, Pudong no fim da tarde com subida à torre se o céu estiver limpo, jantar em Xintiandi. Com essa ordem atravessa-se o rio uma vez por dia, e é isso que poupa tempo de verdade.
Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças
Com um dia. Yuyuan de manhã, concessões no meio do dia, Bund no fim da tarde e de noite. Não se vai a Pudong, e não faz falta: vê-se do outro lado.
Com chuva. Museu de Xangai, galerias de Xuhui e os átrios das torres, que são internos. O Bund em chuva forte é desconfortável e não tem abrigo.
Com crianças. O ferry público entre as duas margens em vez do metrô, os barcos do lago de Yuyuan e as ruas de plátanos, onde há espaço para andar sem esbarrar em ninguém.
Erros que custam meio dia
- Entrar no jardim de Yuyuan depois das 10h. São dois hectares e entra muita gente por hora; a partir dessa hora o jardim é um corredor.
- Ir ao Bund só às 21h. É a hora da multidão encostada no parapeito. De manhã cedo ou depois das 19h, nunca às 21h.
- Subir a uma torre de Pudong sem verificar a visibilidade. Com névoa não se vê nada e o ingresso não se recupera. Verificamos na manhã do próprio dia.
- Tentar as concessões no fim da tarde para fotografar fachadas. Formam-se filas para o edifício-navio; as fotos se fazem de manhã cedo.
- Fechar a mala sem tempo para Suzhou. É a extensão de um dia que melhor completa Xangai e a que mais gente deixa para trás por não ter planejado.
Como organizamos isso no terreno
O metrô resolve quase tudo e é a rede mais fácil de usar da China continental, mas o que poupa tempo de verdade é não atravessar o rio mais de uma vez por dia: agrupamos tudo o que fica do lado do Bund numa metade do dia e tudo o que fica em Pudong na outra. Para a torre, decidimos na manhã do próprio dia conforme a visibilidade, nunca na véspera. Para Suzhou e Hangzhou, os bilhetes de trem de alta velocidade ficam resolvidos com antecedência, com hora marcada nos dois sentidos, e o guia em português segue no trem — o que evita a pergunta clássica de quem chega sozinho a uma estação com meio milhão de metros quadrados.
Como encaixar isso num roteiro
Xangai fecha quase sempre a viagem, e é a cidade onde o contraste com Pequim e com o interior se percebe melhor. Nos nossos circuitos do Delta do Yangtzé, no Do Tejo ao Delta, é o destino principal, com Suzhou e Hangzhou encaixadas; no China Essencial entra fechando o percurso clássico. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Xangai.
Perguntas frequentes
Dois dias bastam para o que há para fazer em Xangai?
Bastam para o Bund, a cidade velha, as concessões, um museu e uma torre. Ficam de fora Suzhou e Hangzhou, que valem um dia cada uma, e o tempo de andar a pé pelas ruas de plátanos sem destino — que é, para muita gente, o melhor de Xangai.
O Bund é melhor de manhã ou de noite?
Dos dois jeitos, por razões diferentes. De manhã, entre 6h e 7h, o cais tem mais gente praticando tai chi do que turistas e a luz rasante ilumina a pedra de lado. Depois das 19h os edifícios históricos acendem todos de uma vez. Evitamos as 21h, quando há multidão encostada no parapeito.
Vale a pena subir a uma das torres de Pudong?
Só em dia de boa visibilidade. Há três mirantes para escolher e nenhum compensa com névoa. Verificamos a visibilidade na manhã do próprio dia e só então compramos; quando o céu está limpo, combina-se a subida com a hora em que o sol começa a baixar, para pegar dia e noite no mesmo ingresso.
O que fazer em Xangai num dia de chuva?
O Museu de Xangai, na Praça do Povo, que tem a melhor coleção de bronze da China, e as galerias do Bund e de Xuhui. Os jardins de Yuyuan em chuva fraca têm o seu encanto, mas os caminhos de pedra ficam escorregadios e os pavilhões enchem.
As concessões se visitam de dia ou de noite?
De manhã cedo, para fotografar as fachadas sem fila, e outra vez no fim da tarde para os cafés e as lojas. À noite a zona de Xintiandi é mais agradável do que Tianzifang, que fecha mais cedo e esvazia.