O que fazer · Guilin e Yangshuo
o que fazer em Guilin e Yangshuo
A cidade, o rio Li, os arrozais de Yangshuo e as aldeias: as zonas da região, quanto tempo cada uma pede e a que horas ir.
Ficha prática
- Melhor época
- abr–jun · set–out
- Noites sugeridas
- 2 a 3 noites
- Região
- Sul
- Reserva obrigatória
- Sem reserva obrigatória
O que fazer em Guilin e Yangshuo depende de uma decisão que se toma antes de reservar o hotel: dormir em Yangshuo, não em Guilin. A região se divide em quatro zonas distintas — a cidade, o rio, os arrozais e as aldeias — e três delas estão do mesmo lado. Esta página é a versão prática da nossa página de Guilin: diz o que fazer em cada zona, quanto tempo pede e a que horas compensa estar lá.
As zonas da região e o que fazer em cada uma
Guilin, a cidade. É ponto de chegada e de passagem, com trinta anos de concreto e uma orla ao longo do rio Li que se percorre a pé. Vale pelo que tem em volta: a Colina da Tromba de Elefante, o símbolo da cidade; o parque das grutas de Reed Flute e Seven Star, com estalactites iluminadas a cores; e o passeio noturno dos dois rios e quatro lagos, com os canais e as pontes iluminados. Meio dia basta, e é o que passamos aqui antes de seguir para o sul. Quem chega de trem no fim da tarde pode dormir a primeira noite em Guilin e seguir na manhã seguinte.
O trecho do rio Li, entre Xingping e Yangdi. É aqui que está a paisagem impressa na nota de vinte yuans. Se faz de jangada de bambu motorizada, para quatro pessoas, passando por baixo dos picos. Ao contrário do cruzeiro grande entre Guilin e Yangshuo, a jangada vai no ritmo do grupo e permite parar. Faz-se de manhã ou no fim da tarde: ao meio-dia a luz é vertical e as fotos saem lavadas. De uma a duas horas.
Yangshuo e os arrozais do rio Yulong. O centro da região e onde se dorme. A estrada plana entre aldeias ao longo do rio Yulong passa por pontes de pedra de oitocentos anos, fazendas de tangerinas e eiras, e é o melhor passeio de bicicleta da China para quem não quer subir montanhas. Conte de quinze a vinte quilômetros em terreno plano, de três a quatro horas com paradas. Junta-se a isso a escalada na rocha cárstica — uma das melhores escolas naturais do mundo — com meia tarde de iniciação e instrutor para adultos e crianças a partir dos oito anos.
As aldeias de Xingping e Fuli. Xingping tem casas de tijolo cinzento e um cais na margem do rio; Fuli tem o mercado onde se compram tangerinas e cestaria de bambu. Nenhuma das duas tem ingresso. São meia hora cada uma e se encaixam na volta de bicicleta ou na volta da jangada. É aqui que a região ainda se parece com uma região habitada, e não com um cenário.
O Mirante de Xianggong. Do outro lado do rio, é o mirante clássico do nascer do sol sobre a curva do Li. Sobe-se em cerca de vinte minutos por escada de pedra, no escuro: saímos do hotel às 4h30 da manhã. É o ponto mais fotografado do sul da China e se vale da hora, não do equipamento. Reservamos sempre um segundo amanhecer de reserva, porque com névoa não se vê nada.
Como dividir o dia
De manhã. O amanhecer no Mirante de Xianggong, se o grupo quiser fazer, ou a jangada no rio antes do calor. É a hora em que a luz é lateral e em que há menos barcos na água.
À tarde. Bicicleta pelos arrozais, com parada nas pontes de pedra e nas fazendas. Em dias de calor forte, sai-se depois das 15h, quando a sombra dos picos já cobre a estrada.
No fim da tarde e à noite. A jangada, para quem não a fez de manhã, e o passeio pela rua antiga de Yangshuo no jantar. A vila tem vida noturna própria e é uma das poucas da China onde se pode beber um copo ao ar livre com os picos na frente.
O que fica mais longe
Os terraços de arroz de Longji. A cerca de duas horas ao norte de Guilin, esculpidos na encosta há séculos pelas minorias zhuang e yao. São uma das paisagens agrícolas mais impressionantes da China e pedem um dia inteiro ou uma dormida na aldeia. Recomendamos sobretudo a quem chega por Guilin e tem uma noite extra antes de descer a Yangshuo.
A gruta da Flauta de Prata e as aldeias a oeste. Menos visitadas, são uma boa alternativa para quem já fez o essencial e quer ver a região sem gente.
Quanto tempo dar a cada lugar
- Guilin, cidade — meio dia, na chegada.
- Jangada no rio Li — de uma a duas horas, de manhã ou no fim da tarde.
- Volta de bicicleta pelo rio Yulong — de três a quatro horas com paradas.
- Aldeias de Xingping e Fuli — meia hora cada.
- Mirante de Xianggong — duas horas e meia entre saída do hotel, subida e volta.
- Escalada em Yangshuo — meia tarde.
- Terraços de Longji — um dia inteiro ou uma noite.
Como circular entre as zonas
Entre Guilin e Yangshuo há estrada e há rio: a estrada leva cerca de uma hora, o cruzeiro turístico mais. Dentro da região, a bicicleta resolve os arrozais e as aldeias; para a jangada e para o mirante ao amanhecer é preciso transporte, que nos nossos roteiros é sempre carro com motorista, porque os horários não são compatíveis com nada que passe em horas certas.
Que ordem seguir
Primeiro dia: chegada e meio dia em Guilin, e seguimos para Yangshuo no fim da tarde. Segundo dia: amanhecer no mirante, bicicleta à tarde, jangada no fim do dia. Terceiro dia: aldeias, escalada ou Longji, conforme o grupo. Essa ordem tem uma vantagem prática: põe o amanhecer do mirante no segundo dia, o que deixa margem para repeti-lo no terceiro se a primeira manhã sair com névoa.
Se tem menos tempo, se chove ou se leva crianças
Com dois dias. Jangada e bicicleta, que é o par que define a região. Perde-se o mirante ao amanhecer, e é pena, mas é o sacrifício mais comum.
Com chuva. Grutas, aula de cozinha nas fazendas e o ginásio de escalada coberto de Yangshuo. Com chuva forte, a jangada não sai.
Com crianças. Bicicleta em estrada plana, jangada, treino de escalada na rocha com instrutor e aulas de cozinha nas fazendas. É por isso que a região entra na nossa Rota dos Pandas em Família.
Erros que custam meio dia
- Dormir em Guilin para economizar no hotel. Obriga a uma hora de estrada em cada sentido, todos os dias, e tira exatamente o melhor da região: a manhã e o fim da tarde entre os arrozais.
- Fazer a jangada ao meio-dia. A luz vertical lava as fotos e o calor não perdoa. Manhã ou fim da tarde, sempre.
- Alugar bicicleta barata em Yangshuo. As marchas falham nos desvios de terra batida e se passa a tarde empurrando. Alugamos bicicletas boas.
- Contar com o Mirante de Xianggong numa manhã só. Com névoa não se vê nada. Reservamos sempre um segundo amanhecer de reserva.
- Ir ao cruzeiro grande por ser «o clássico». Leva trezentas pessoas e segue horário fixo; a jangada passa pelos mesmos picos no ritmo do grupo.
Como organizamos isso no terreno
O carro com motorista local é o que permite estar no mirante antes do nascer do sol e na jangada na hora certa da luz; não é um luxo, é o que faz a região funcionar. Para a bicicleta, levamos as bicicletas e seguimos de carro atrás, o que dá sombra e água a quem quiser parar mais cedo e permite encurtar o percurso sem logística. Para a jangada, combinamos a hora com a maré e com a luz do dia anterior, não com uma tabela. E quando o grupo quer fotografar, invertemos os dois primeiros dias: o amanhecer vai logo para a primeira manhã, para o caso de a segunda sair com névoa.
Como encaixar isso num roteiro
Guilin e Yangshuo são o capítulo de paisagem de quase todas as primeiras viagens e o destino de fim de tarde mais fotografado do sul da China. Nos roteiros fotográficos da China Fotográfica entram com duas noites e o amanhecer do mirante garantido; nos roteiros de Lua de Mel são a parte tranquila do percurso. Para a lista completa do destino — onde dormir, o que comer — volte à página de Guilin.
Perguntas frequentes
Fica-se em Guilin ou em Yangshuo?
Em Yangshuo. Guilin é uma cidade de passagem com trinta anos de concreto; Yangshuo é a aldeia no meio dos picos. Dormir em Guilin obriga a uma hora de estrada em cada sentido, todos os dias, e se perde exatamente o melhor da região, que é a manhã e o fim da tarde entre os arrozais.
Quantos dias são necessários para o que há para fazer entre Guilin e Yangshuo?
Duas noites em Yangshuo bastam para a jangada, a bicicleta e o mirante. Três permitem subir ao Mirante de Xianggong ao amanhecer, fazer o percurso de bicicleta pelos arrozais e ainda ver o rio Yulong de jangada sem pressa. É o que recomendamos.
O cruzeiro no rio Li ou a jangada?
A jangada privada em Yangshuo. O cruzeiro grande entre Guilin e Yangshuo leva trezentas pessoas e segue um horário fixo; a jangada de bambu motorizada vai no ritmo do viajante e passa pelos mesmos picos, trecho da nota de vinte yuans incluído.
O que fazer em Yangshuo num dia de chuva?
As grutas de Reed Flute e Seven Star, iluminadas e a meia hora da cidade, são a alternativa clássica. Também se aproveita para uma aula de cozinha nas fazendas ou para a escalada no ginásio de rocha de Yangshuo, que tem vias cobertas.
Dá para fazer tudo de bicicleta?
Dá para a parte plana, que é a melhor: a estrada ao longo do rio Yulong entre aldeias, com pontes de pedra de oitocentos anos. Alugamos bicicletas boas, com marchas, porque as de aluguel barato em Yangshuo dão problema nos desvios de terra batida. O percurso normal são de quinze a vinte quilômetros em terreno plano.